Dados da EDEC, SA, foram partilhados esta terça-feira, pela Administração da empresa
É um dado preocupante que reporta a morosidade da Justiça Cabo-verdiana num setor vital para o desenvolvimento nacional. Os sucessivos furtos e fraude de energia no País é um grande constrangimento para a EDEC, SA, empresa responsável pela distribuição de energia em Cabo Verde.
Desde a anterior Electra, SA, que a Administração liderada por Luís Teixeira elegeu o combate ao furto e fraude de energia como uma das prioridades, entretanto, OPAÍS.cv acaba de apurar que apesar da intensificação dos trabalhos para estancar o roubo de energia, a Justiça não anda à mesma velocidade.
De 2017 ao primeiro semestre deste 2024, a Electra/EDEC identificaram, exatamente, 5.109 processos de furto e fraude de energia a nível nacional, e que foram reportados às instâncias judiciais, mas apenas 1.004 casos foram julgados, com a grande maioria, 4.097 processos a permanecerem pendentes.
A Ilha de Santiago lidera, destacadamente, o ranking de processos, sendo que na região Sul há o registo de 4.262 processos, sendo que apenas 524 foram julgados, 300 casos foram condenados, 6 processos foram arquivados, e restantes 3.732 estão pendentes.
No Norte da Ilha, a situação é, ligeiramente, melhor: dos 295 processos, 190 foram julgados, 85 conheceu condenação, 2 foram arquivados e 103 estão pendentes.
A Ilha de São Vicente tem um acumulado de 467 processos, sendo que 189 dos 272 julgados teve condenação.


