G7 reunido para debater situação no Médio Oriente e renovar apoio a Kyiv

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Ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 vão reunir-se nesta terça-feira, 7 e quarta-feira, 8, em Tóquio para tentar enviar uma mensagem comum sobre o conflito entre Israel e Palestina e para reafirmar a continuidade da ajuda à Ucrânia

O encontro entre os Ministros dos Negócios Estrangeiros do Grupo dos Sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido) e o Chefe da Diplomacia Europeia, Josep Borrell, deverá abordar os desenvolvimentos mais recentes do conflito entre Israel e o grupo islamita Hamas.

O principal objetivo da atual presidência Japonesa do G7 é que desta reunião saia uma “mensagem unificada, que ajude a acalmar a situação no Médio Oriente”, afirmou o porta-voz do Executivo Japonês, Hirokazu Matsuno, em conferência de imprensa realizada na segunda-feira em Tóquio.

O Japão é a favor da aplicação de uma “pausa humanitária” para permitir a entrada de ajuda na Faixa de Gaza e facilitar as operações de resgate de reféns, posição que a Ministra dos Negócios Estrangeiros Japonesa, Yoko Kamikawa, transmitiu ao Governo Israelita durante uma visita a Telavive no fim de semana passado.

A posição Japonesa é semelhante à dos Estados Unidos, cujo secretário de Estado, Antony Blinken, também defendeu, na sua recente visita a Israel, uma pausa humanitária nas ofensivas Israelitas, embora não tenha conseguido convencer o Governo de Benjamin Netanyahu.

Tal como os Estados Unidos, o Japão, um País que mantém relações tradicionalmente amistosas tanto com Israel como com os países árabes do Médio Oriente, é altamente dependente das importações do seu petróleo, também não apoiou os pedidos de cessar-fogo no conflito.

No entanto, Tóquio elevou recentemente o tom dos seus protestos contra o crescente número de vítimas civis nos bombardeamentos do exército Israelita a Gaza, além de reafirmar o seu apoio à “solução de dois Estados” para pôr fim ao conflito.