Assinala-se esta terça-feira, 25 de agosto, um ano sobre o ataque israelita ao hospital Nasser, em Khan Younis, que matou cinco jornalistas. Reuters e Associated Press voltam a exigir uma explicação completa às autoridades israelitas, enquanto o número de profissionais de comunicação mortos desde o início da guerra continua a ultrapassar os 260, segundo dados disponíveis de organizações de defesa da imprensa
Entre as vítimas do ataque de 25 de agosto de 2025 estavam Hussam al-Masri, operador de câmara da Reuters, Mariam Dagga, jornalista que trabalhava com a Associated Press, e Moaz Abu Taha, colaborador freelance da Reuters. O ataque atingiu o hospital em duas ações sucessivas e matou também outros jornalistas e civis.
Um ano depois, Reuters e AP afirmam que continuam sem receber uma explicação satisfatória sobre o ataque e pedem transparência, responsabilização e garantias para a segurança dos jornalistas que trabalham em Gaza. As duas agências sublinham que o hospital era uma instalação protegida pelo direito internacional e um dos principais locais de trabalho da imprensa no território.
Mais de 260 jornalistas mortos
Os números sobre jornalistas mortos variam conforme as fontes e os critérios de contabilização. O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) contabilizava pelo menos 263 jornalistas e trabalhadores dos media mortos desde o início da guerra, com dados até 11 de junho de 2026.
A dimensão das perdas tornou Gaza num dos conflitos mais mortíferos de sempre para profissionais da comunicação social. A restrição à entrada de jornalistas estrangeiros no território faz com que grande parte da cobertura continue a ser assegurada por jornalistas palestinianos que trabalham em condições extremas.
O aniversário do ataque ao hospital Nasser volta, assim, a colocar no centro do debate internacional a proteção dos jornalistas em zonas de guerra e a necessidade de investigação e responsabilização pelas mortes de profissionais da imprensa.

