Governo aposta na viabilidade da TACV e na estabilidade dos voos interilhas

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Ao fazer o balanço dos 9 anos de governação, Ulisses Correia e Silva reconheceu que o setor aéreo tem sido “desafiante”, sobretudo após a pandemia, tanto em Cabo Verde como no resto do Mundo

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, assegurou, na quinta-feira, 22, durante uma entrevista conjunta à Rádio e Televisão de Cabo Verde, que o Governo está comprometido em garantir a viabilidade da companhia aérea nacional TACV, no mercado internacional, bem como em estruturar as Linhas Aéreas de Cabo Verde para assegurar a estabilidade dos voos interilhas.

Ao fazer o balanço dos 9 anos de governação, Ulisses Correia e Silva reconheceu que o setor aéreo tem sido “desafiante”, sobretudo após a pandemia, tanto em Cabo Verde como no resto do mundo. Ainda assim, destacou a crescente presença de companhias internacionais a operar no País, nomeadamente cerca de 50, das quais 70% atuam nas Ilhas do Sal e da Boa Vista, com foco no setor turístico.

Entre as novas entradas, o Chefe do Governo destacou a companhia low-cost EasyJet, que “não vem competir com a TACV”, mas sim “oferecer preços mais acessíveis tanto para turistas como para os Cabo-verdianos na Diáspora”.

Quanto à TACV, Ulisses Correia e Silva sublinhou a necessidade de garantir músculo financeiro para tornar a empresa viável, com ligações não apenas à Europa, mas também ao Brasil, Estados Unidos e eventualmente a outros destinos. “A TACV vai cingir essencialmente aos voos internacionais”, frisou.

Sobre os voos interilhas, o Primeiro-Ministro anunciou que estão a ser criadas as condições para que a nova companhia, a Linhas Aéreas de Cabo Verde, opere de forma autónoma e com tripulação nacional.

Revelou ainda que dois aviões ATR já estão a caminho de Cabo Verde, um dos quais se encontra em Toulouse, França, e que o objetivo é contar com 3 aparelhos operacionais para assegurar a continuidade do serviço e evitar ruturas causadas por avarias ou manutenções.

“A nossa intenção é que as Linhas Aéreas de Cabo Verde se afirmem no mercado com estabilidade e total autonomia”, afirmou.

O Governo considera que estas medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla para garantir conectividade, segurança e acessibilidade nos transportes aéreos, essenciais para a coesão territorial e para o desenvolvimento turístico e económico do País.