Primeiro-Ministro presidiu hoje, à assinatura de contratos para obras estruturantes em São Vicente
O Governo apresentou hoje, em São Vicente, um conjunto de projetos estruturantes e procedeu à assinatura dos contratos de empreitada para a rede de esgotos, asfaltagem e requalificação da Avenida Marginal, num ato presidido pelo Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.
Na ocasião, o Ministro das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Victor Coutinho, afirmou que os projetos apresentados demonstram que a metodologia adotada desde o início do processo de recuperação da Ilha tem produzido resultados concretos.
Segundo o Governante, a intervenção foi imediata após os eventos extremos e sustentada por uma resolução que serve de plano estratégico de recuperação, com um investimento global próximo dos quatro bilhões de Escudos, abrangendo três ilhas, mas com foco especial em São Vicente.
Victor Coutinho sublinhou que o objetivo passa por reconstruir e preparar a Cidade para possíveis eventos futuros, num contexto de mudanças climáticas que exige uma forte aposta na prevenção. As intervenções vão incidir, sobretudo, nos domínios da drenagem, esgotos, água e vias públicas, visando tornar a Cidade mais resiliente.
Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, classificou o momento como o arranque das grandes obras de desenvolvimento da Ilha. “O grande momento é agora”, afirmou o Autarca, considerando tratar-se de uma fase singular para o futuro de São Vicente. Segundo explicou, o projeto global representa um investimento na ordem dos 3,5 mil milhões de Escudos, sendo que o arranque das obras mobiliza cerca de 800 milhões de Escudos.
Augusto Neves destacou ainda que se trata de um trabalho conjunto entre o Governo, a Câmara Municipal e várias instituições parceiras.
No balanço das intervenções já realizadas após a tempestade Erin, o Edil informou que mais de 200 casas foram recuperadas pela Autarquia, com um custo médio de cerca de 500 contos por habitação.
Com a execução destas obras, o Presidente da Câmara perspetiva que São Vicente ganhe uma “nova cara” e que os investimentos tenham impacto direto na redução do desemprego, estimando que a taxa possa descer para cerca de 5%.


