Umaro Sissoco Embaló foi investido numa cerimónia num hotel da Capital Bissau-guineense. Executivo fala em cumplicidade de José Mário Vaz e das Forças Armadas
O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau condena a atitude do Presidente cessante, José Mário Vaz, e a cumplicidade das Forças Armadas na cerimónia simbólica de posse do novo Presidente da República, sem pronunciamento da Justiça.
Em comunicado, divulgado, na sequência de uma reunião do Conselho de Ministros, em que participaram os parceiros internacionais presentes em Bissau, o Governo de Aristides Gomes condenou o que considera “atitude cúmplice” de setores das Forças Armadas, “particularmente do Batalhão da Guarda Presidencial, para a viabilização daquela tomada de posse”.
O Conselho de Ministros contestou também a “viabilização pelas Forças Armadas da realização da cerimónia de empossamento ao pretenso cargo de Presidente da República do candidato Umaro Sissoco Embaló, num clima de total banalidade e desrespeito à Assembleia Nacional Popular, único órgão de Soberania constitucionalmente competente para conferir posse a um Presidente da República democraticamente eleito”.
O Presidente cessante, JOMAV, é também alvo das críticas do Governo de Bissau, que fala em tentativa de “envergonhar e tentar decapitar, mais uma vez, o Estado”.
O Governo refere que JOMAV abriu, “de forma indevida quanto leviana”, as portas do Palácio da República, a Sissoco Embaló.
A “atitude” de JOMAV é a “consumação de um processo de auto destituição automática, colocando o País sem Presidente da República, contribuindo assim para o aprofundar da crise e o império do caos e da anarquia, seu habitat preferível”, refere a mesma nota.
O candidato que segundo a CNE venceu a segunda volta das eleições presidenciais, a 29 de dezembro, foi ontem investido, mas a Justiça do País ainda está a analisar um contencioso no processo.


