Governo de STP exonera Governador do Banco Central que disputou liderança do MLSTP-PSD

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A partir da Ilha do Sal, em Cabo Verde, Primeiro-Ministro Jorge Bom Jesus justificou a decisão com o facto de o Governador se expor politicamente

O Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, justificou a exoneração do Governador do Banco Central, Américo Barros, pela sua exposição política enquanto candidato à presidência do MLSTP/PSD, contrariando as normas da instituição reguladora do sistema financeiro.

Segundo justificou, o Governador do Banco Central “acabou por se expor” durante o congresso do MLSTP, “bastante mediatizado” em STP e no estrangeiro.

As declarações de Jorge Bom Jesus foram prestadas à Televisão de São-tomense, no final da sua visita oficial de dois dias a Cabo Verde. Ele prestou declarações na Ilha do Sal.

O PM Sãotomense advertiu que o exercício do cargo de Governador do Banco Central de STP, enquanto entidade que supervisiona a política monetária do País, os seus estatutos e o código de conduta “veda a possibilidade desses dirigentes poderem dirigir organizações sindicais ou políticas ou eventualmente atividade política muito ativa”.

Há cerca de duas semanas, Américo Barros disputou a liderança do MLSTP-PSD, nas eleições internas em que Jorge Bom Jesus foi reeleito com 51%, Américo Barros, que até então era um dos vice-presidentes do Partido, obteve 147 votos, equivalente a 28,4%, e Rafael Branco registou 105 votos, que correspondem a 20,3%.

Bom Jesus referiu que “esta exoneração, decidida pelo Conselho de Ministros, acaba por ser uma consequência direta desta contradição” da participação política de Américo Barros como candidato, “com a lei orgânica do próprio Banco Central”.