Motivo é falta de viabilidade económica
Conforme avançou o Ministro Agricultura e Ambiente, na quinta-feira, 2, a Sonerf nos últimos anos teve um volume muito pequeno de obras e não conseguiu faturar o suficiente para assumir os seus compromissos, nomeadamente com o pagamento de salários, INPS e consequentemente sem capacidades de fazer investimentos
Gilberto Silva afirmou que as razões para esta decisão prendem-se essencialmente com a falta de viabilidade económica da Sonerf no contexto atual.
“A Sonerf vem registando resultados líquidos negativos, consequência da perda sistémica e progressiva do volume de negócios. Esta queda tem a ver com o fato de que as atividades levadas a cabo pela Sonerf, serem também executadas pelos privados, que laboram em condições mais concorrenciais”, disse.
Segundo o Ministro, a Sonerf nos últimos anos teve um volume muito pequeno de obras e não conseguiu faturar o suficiente para assumir os seus compromissos, nomeadamente com o pagamento de salários, INPS e consequentemente sem capacidades de fazer investimentos.
“Baseando nestes aspetos, o Governo, após auditorias e análise económicas feitas por especialistas, chegou à conclusão que a melhor solução era extinguir a Sonerf, uma solução mais vantajosa para todos, dando assim uma melhor perspetiva aos trabalhadores e uma melhor economia institucional”, disse.
De realçar que o Ministro teve um encontro com todos os trabalhadores, e os mesmos já estão devidamente informados sobre o assunto, ficando a garantia de que todos os seus diretos serão salvaguardados, ao primado da lei laboral e outros dispositivos legais.
O Governante avançou ainda que parte das obrigações da Sonerf serão passadas à Empresa Água de Rega, bem como os ativos e a continuação dos trabalhos que já se encontram em andamento.


