Projeto visa modernizar e ampliar a capacidade da atual central solar, passando de 4,4 MWp para 10 MWp, através da substituição integral dos painéis solares existentes por equipamentos mais modernos e eficientes
Foi assinado esta terça-feira, 28, na Cidade da Praia, entre Cabo Verde e Portugal, o contrato de repowering da Central Fotovoltaica do Palmarejo, o primeiro projeto financiado pelo Fundo Climático e Ambiental, no âmbito do Acordo de Conversão de Dívida em Investimento firmado entre os Governos de Cabo Verde e Portugal, em junho de 2023.
Conforme o Executivo, o projeto visa modernizar e ampliar a capacidade da atual central solar, passando de 4,4 MWp para 10 MWp, através da substituição integral dos painéis solares existentes por equipamentos mais modernos e eficientes.
A mesma fonte adianta que com esta expansão, a nova central deverá alcançar uma produção anual de 21 GWh, o que permitirá uma poupança de 5.125 toneladas de combustíveis e evitará a emissão de 18.750 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano.
O Ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, que presidiu o ato de assinatura do contrato, classificou o projeto como “mais um passo decisivo rumo à transição energética sustentável de Cabo Verde”.
“O impacto deste projeto ganha uma dimensão ainda mais significativa quando analisado no contexto do sistema energético da Ilha de Santiago. Esta central, juntamente com outra de 10 MW já em curso e com a expansão do parque eólico, permitirá triplicar a capacidade de produção renovável, atingindo cerca de 42 MW”, sublinhou.
O Governante destacou ainda que, pela primeira vez, a Ilha de Santiago disporá de uma capacidade de produção superior ao pico de consumo, estimado em 40 MW. Para assegurar o aproveitamento total deste potencial, está em curso a instalação de uma bateria de armazenamento de 6 MW, que permitirá armazenar o excedente de energia produzida.
O investimento total do projeto está avaliado em cerca de 750 mil contos.


