Executivo garante que relação com todos os Municípios é pautada pelo diálogo e franqueza
Foi com “estranheza” que o Governo recebeu as recentes declarações do Presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira, que acusou o Executivo de “anarquismo” e alguns dos seus integrantes de “arrogância”.
De acordo com o Edil, em fim de mandato, o seu Concelho “foi e continua” a ser discriminado porque ele, enquanto Presidente “não se contenta com o anarquismo que reina no Governo e com a arrogância de alguns dos seus membros”, dizia o Autarca. A resposta não tardou, e chegou esta quinta-feira, 27, na voz do Ministro que faz o acompanhamento entre as Autarquias e o Governo central.
Rui Figueiredo Soares diz estranhar as declarações de Fernandinho Teixeira e enfatizou que nos últimos 4 anos, o atual Governo manteve “excelentes relações” com todos os Municípios, sem “qualquer exceção ou discriminação” independentemente da sua cor partidária. Mosteiros não foi exceção, asseverou.
Na resposta, o Ministro-Adjunto do PM recordou as várias realizações do Governo particularmente nos Mosteiros, nomeadamente, a melhoria da rede de adução de água da zona de Sumbango a Mosteiros Trás, a construção da estação elevatória de São Miguel, um investimento de “mais de 6.500 contos” e que beneficia “cerca de 60 agricultores”.
Há, igualmente, realizações a nível de melhoria e construção de estradas, cujos valores ascendem os 100 milhões de Escudos, a melhoria no troço Fajãzinha-Corvo-Relva, estrada Queimada Guincho, a construção do acesso ao porto de pesca de Praia-cais, em Relvas, a requalificação urbana de Queimadas Trás, có- financiada no âmbito do PRRA, além da requalificação ambiental e urbana no Município e a reabilitação de habitações.
Quanto à situação da Covid-19, que em uma semana já fez cerca de 30 infetados e um óbito, o Ministro confirmou que o Ministro da Saúde e o da Administração Interna, seguem amanhã para a Ilha para articularem com o sistema regional da Proteção Civil e saúde, estratégia a seguir.



Uma coisa que a pandemia COVID-19 veio mostrar aos cabo-verdianos é que, afinal, Cabo Verde dispõe de muito mais especialistas em virologia, epidemiologia, infetologia que se pensava. Na verdade, Cabo Verde deve ser o único País a dispor de um número de especialistas que seja superior ao número de pessoas infetadas ou doentes. Em regra, todos os militantes, amigos e simpatizantes do Paicv foram/são/serão especialistas em COVID-19. Até, o normalmente super recatado Hélio Varela já se sente em condições de dar palpites, lições, conselhos não a nós comuns dos mortais, mas aos profissionais da linha de frente da saúde, etc. Dão palpites por tudo quanto é lado e sobre tudo quanto seja o sujeito da discussão. Nos últimos dias, para nossa sorte, uma nova categoria de profissionais nasceu em Cabo Verde: a dos METEOROLOGISTAS. Todos querem “adivinhar” quando veem as próximas chuvas, com uma exceção: querem adivinhar e as regime das chuvas está associado a determinadas probabilidades. É o que sempre digo: se este País colocasse 1% da sua “criatividade atrevida” no seu desenvolvimento, Cabo Verde seria certamente um membro do G7.
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