Governo inaugura primeira Central de Produção de Oxigénio Medicinal no Hospital Agostinho Neto

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A nova infraestrutura representa um investimento de cerca de sete milhões de Euros e permitirá ao País poupar aproximadamente 120 mil contos por ano com a produção local de oxigénio medicinal

O Governo inaugurou hoje a primeira Central de Produção de Oxigénio Medicinal no Hospital Dr. Agostinho Neto, numa cerimónia presidida pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças e da Economia Digital, Olavo Correia, ao lado do Ministro da Saúde.

A nova infraestrutura resulta de um investimento de cerca de sete milhões de Euros, implementado pelo Governo de Cabo Verde no âmbito da cooperação com o Fundo Global para o VIH, Tuberculose e Paludismo, através do CCS-SIDA.

Com esta central, o País passa a produzir localmente oxigénio medicinal com padrões internacionais de qualidade e segurança, reforçando a capacidade de resposta do sistema de saúde. O oxigénio é considerado um recurso terapêutico essencial, utilizado em serviços como urgência, cuidados intensivos, bloco operatório, neonatologia e no tratamento de doenças respiratórias e infecciosas.

Durante a cerimónia, Olavo Correia destacou que o investimento reforça a autonomia sanitária do País e integra um conjunto mais amplo de medidas de fortalecimento do sistema nacional de saúde, incluindo a valorização dos profissionais, a melhoria das infraestruturas e o reforço dos equipamentos de diagnóstico.

O Governante sublinhou ainda que Cabo Verde está a preparar-se para iniciar, ainda este mês, os primeiros transplantes renais no País, com equipas nacionais e estrangeiras, classificando o processo como resultado de um trabalho técnico desenvolvido por profissionais de saúde em todo o território.

Segundo explicou, com a instalação da central no hospital da Praia, a Ilha de Santiago passa a dispor de autonomia na produção de oxigénio medicinal. Uma infraestrutura semelhante deverá ser inaugurada brevemente no Hospital Baptista de Sousa, reforçando a segurança sanitária nacional.

Além dos ganhos clínicos, o projeto terá impacto económico significativo. De acordo com o Governo, a produção local permitirá ao País poupar cerca de 120 mil contos por ano, valor anteriormente destinado à importação de oxigénio, transporte e armazenamento de cilindros.

Com este investimento, o executivo pretende tornar o sistema hospitalar mais preparado para responder a emergências sanitárias, crises epidemiológicas e ao aumento das necessidades de cuidados de saúde da população.