Governo quer continuar a dar combate à criminalidade

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Ministro da Administração Interna reconheceu a existência de “alguma insegurança” em Cabo Verde com destaque para a Cidade da Praia

Paulo Rocha disse que numa “democracia, o cidadão tem de se sentir seguro para poder viver em tranquilidade, seja onde for.

O MAI falava na abertura do Seminário “Operações Especiais de Prevenção Criminal – OEPC”, realizada na Cidade da Praia.

“Numa era em que a visão da realidade das coisas é exponenciada, torna-se premente a necessidade de se aprimorar a nossa capacidade de intervenção sobre os focos de intranquilidade e insegurança pública”, sublinhou o Ministro .

Para o Governo mitigar o problema da insegurança, do sentimento de impunidade, e de intranquilidade, implica por um debate à volta das medidas especiais de prevenção criminal talvez num que contemplem o conjunto dos intervenientes nesta matéria.

Essa ampliação dos horizontes de análises e esta procura por soluções cada vez mais ajustadas à evolução dos fenómenos, no entender de Paulo Rocha, é fundamental para combater por exemplo o sentimento de apropriação territorial, que se ouve falar, muito nesta cidade, que constitui um risco para a democracia e que restringe a liberdade individual e dos cidadãos em geral.

“Este seminário deverá contribuir para um debate mais amplo para definir estratégias e opções para prevenções de fenómenos como as que verificamos no dia a dia com destaque para a Cidade da Praia, com violência armada entre grupos de jovens, de roubos armados, de agressões armados com armas de fogo”, realça o MAI.

O seminário insere-se no âmbito do XVI Conselho de Comandos, em que se reúne as autoridades e chefias da PN, magistrados do Ministério Público e dos Tribunais, onde as autoridades policiais e judiciais de Portugal irão partilhar a suas experiências de combate à criminalidade.