Governo quer partilha 50-50 com parceiros internacionais no financiamento das ações climáticas

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Vice-Primeiro-Ministro defendeu que o clima é um bem público global e Cabo Verde é um País ao serviço do mundo

O Vice-Primeiro-Ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, alertou esta quarta-feira, no Mindelo, que as intervenções pós-tempestade Erin poderão agravar o défice e a dívida pública de Cabo Verde, com impacto direto na estabilidade macroeconómica do País.

Durante o encontro do Governo com os parceiros internacionais para avaliar os efeitos da tempestade, Olavo Correia sublinhou que a estabilidade financeira “é um ativo que não pode ser desperdiçado, essencial para a economia Cabo-verdiana”. Por isso, apelou à comunidade internacional para apoiar Cabo Verde na construção de “um orçamento resiliente aos choques climáticos externos”.

O Governante defendeu que esse apoio deve ser mobilizado através de donativos, financiamentos concessionais, garantias multilaterais ou conversão da dívida pública num fundo climático, já criado pelo Executivo.

“Precisamos de um orçamento resiliente aos choques climáticos externos”, reforçou, propondo uma participação de 50-50 entre o Estado e os parceiros internacionais, tendo em conta que “o clima é um bem público global e Cabo Verde é um País aberto e ao serviço do mundo”, que não deve ver comprometido o seu caminho de equilíbrio macroeconómico, reconhecido pelos parceiros.

Olavo Correia recordou ainda que a tempestade Erin ocorreu num momento em que Cabo Verde já tinha definido os seus compromissos climáticos estruturais, que preveem investimentos de cerca de 5,1 mil milhões de Euros até 2050, o que corresponde a 200 milhões de Euros anuais.

“É mais barato investir na prevenção”, destacou, defendendo que os parceiros internacionais devem ativar mecanismos para financiar metade desse montante, como forma de reforçar a resiliência climática do Arquipélago.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Aproveitando que as Nações Unidas comemoram mais uma aniversário, avisem esta organização que o país pode perfeitamente implementar os seus projetos. Essas organizações tipo Nações Unidas quando querem implementar qualquer projeto, falo de Cabo Verde particularmente, parte do financiamento mobilizado vai para pagar altos salários de vários parasitas que estão aí.

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