Governo quer substituir médicos estrangeiros até 2035 com formação nacional

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Ministro da Saúde anunciou, durante o debate parlamentar sobre o estado da saúde, que Cabo Verde vai iniciar, no próximo ano, a formação em seis especialidades médicas.

O Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, anunciou esta quarta-feira, 9, no Parlamento, que Cabo Verde vai arrancar, já no próximo ano, com formações em seis especialidades médicas: cirurgia, pediatria, ginecologia, anestesia, medicina interna e medicina geral e familiar — esta última já em funcionamento.

Estas especializações, acrescenta o Ministro, serão feitas com recurso a médicos Cabo-verdianos que vivem fora e, segundo ele, “são professores universitários a nível internacional”.

Para Jorge Figueiredo, estas formações permitirão a Cabo Verde reduzir a sua dependência em relação às missões internacionais, nomeadamente de Cuba e China.

Apontou o horizonte 2035 como meta para o País substituir, com sustentabilidade, os médicos estrangeiros que atualmente laboram no Arquipélago.

“Se nós melhorarmos bastante, do ponto de vista das infraestruturas e dos equipamentos, não podemos ainda acompanhar toda essa evolução com o número de recursos humanos efetivamente necessários para fazer funcionar o sistema”, admitiu.

De acordo com o Ministro, se há uma redução de mortalidade geral, é porque há efetivamente melhoria das condições das consultas.

Anunciou que num prazo de quatro a cinco anos serão iniciadas formações em outras especialidades, como cardiologia, orto-traumatologia, oncologia, oftalmologia, psiquiatria e hematologia.

“A formação destas especialidades vai impactar na redução das evacuações em mais ou menos 30%”, indicou.