Governo quer transformar Projeto de Mobilização de Água em “um caso de sucesso”

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Declearção é do PM. Ulisses Correia e Silva quer casar a mobilizaçáo de água com a energia renovável e “tornar possíveis coisas improváveis” 

O Governo de Cabo Verde lançou ontem um “importante” Projeto de Mobilização de Água para a Rega na Agricultura, financiado pelo Governo Húngaro, em 35 milhões de Euros.

No ato do lançamento do referido projeto, o Primeiro-Ministro referiu que num período de dois anos, vão conseguir concretizar “todo o processo” de montagem, estudos, financiamento e acordos.

O Governo de Cabo Verde, diz Ulisses Correia e Silva, está “fortemente empenhado” em transformar este projeto em “um caso de sucesso”.

“Este é um desafio para ganhar, para que os nossos agricultores não fiquem sempre na dependência do risco das chuvas. Ou seja, temos que fazer agricultura havendo ou não chuva, com mecanismos alternativos de fontes de irrigação”, precisou.

O PM quer “casar” a mobilização de água com as energias renováveis, porque como disse com esta união de tecnologia, conhecimento, condições ambientais endógenas, “tornámos possíveis coisas improváveis”.

Nesse sentido, reforçou que o empenho e a vontade política são fundamentais para fazerem a diferença entre os desejos e as realizações.

A massificação da dessalinização, a reutilização de águas residuais, a massificação da rega gota a gota, são, para o Chefe do Governo, caminhos para tornar viável um setor que tem condições de produção de rendimento e emprego, assim como é fator importante de coesão social e territorial.

O projeto prevê a instalação de mais de 20 unidades de dessalinização no País, construção de reservatórios e instalação de condutas de adução e de distribuição de água aos campos agrícolas reabilitação de 60 furos bem como a recuperação de solos nas parcelas agrícolas selecionadas.

Na primeira fase do projeto prevê-se um aumento do volume anual de água salobra dessalinizada na ordem de um milhão e 200 mil metros cúbicos e dois milhões e quinhentos mil metros cúbicos de águas residuais tratadas. Para à área irrigada, prevê-se um aumento entre 280 a 320 hectares. Prevê-se ainda um aumento de produção anual entre 30 mil a 34 mil toneladas em vegetais, frutas e tubérculos, correspondente a um valor bruto de 22 a 25 milhões de Escudos.