Lançamento do projeto aconteceu na segunda-feira, 24, e foi presidido pelo Primeiro-Ministro
Ulisses Correia e Silva, presidiu na segunda-feira, 24, à Cerimónia de lançamento do projeto “Djunta Mon na Prevenção ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes e Apoio às Vítimas”.
Durante o evento, o Chefe do Governo destacou a importância da iniciativa e reforçou o compromisso do Executivo na proteção dos direitos das crianças.
“Reconheço o trabalho das Aldeias Infantis SOS, que há 40 anos têm sido fundamentais na proteção e no desenvolvimento das nossas crianças, crescendo lado a lado com Cabo Verde”, afirmou o PM, que também é padrinho das Aldeias SOS e Embaixador das Crianças.
Ulisses Correia e Silva sublinhou a parceria estratégica do Governo com as Aldeias SOS, através do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) e do Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, garantindo medidas de proteção, reinserção e educação.
O projeto “Djunta Mon” foi apontado pelo Chefe do Executivo como um exemplo claro de que a união de esforços gera impacto real. “Nenhuma entidade pode atuar sozinha. O Governo, as Câmaras Municipais, as Aldeias SOS e outras organizações precisam de trabalhar em rede, com coordenação, colaboração e uma estratégia bem definida”, reforçou.
O Primeiro-Ministro frisou ainda que o envolvimento das comunidades e das famílias é essencial para o sucesso da iniciativa. “Empoderamento, sensibilização, mas, sobretudo, responsabilização. Esta última deve ser uma palavra-chave em Cabo Verde. A corresponsabilização começa dentro de casa, na família, e a primeira responsabilidade deve ser assumida tanto pelos homens quanto pelas mulheres”, declarou.
O Primeiro-Ministro defendeu que a responsabilização parental é um elemento crucial na proteção das crianças e que a sociedade cabo-verdiana precisa reforçar a consciência sobre o papel das famílias na educação e bem-estar dos seus filhos.
“A sociedade não pode normalizar comportamentos prejudiciais, como no passado aconteceu com a violência baseada no género, que hoje já é amplamente condenada. A mudança começa com legislação adequada, sensibilização e um compromisso firme com a prevenção e punição de abusos”, concluiu.


