Governo São-tomense recusa plantação de canábis por falta de segurança

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O Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe garantiu hoje que durante o seu Governo não avançará o projeto de plantação de canábis, afirmando que o País não dispõe das condições de segurança necessárias

“Eu quero ser muito franco. Este Governo não vai a tempo. Por isso eu não vou assumir a produção de canábis. Neste Governo não vai acontecer de certeza”, comentou Jorge Bom Jesus, em entrevista à agência Lusa na capital São-tomense.

“Eu tenho um ano de governação. Não vou assumir um dossiê extremamente polémico, extremamente politizado, mas também um dossiê que, para acontecer, nós temos que ter o respaldo da legislação, que não existe”, adiantou, acrescentando que é preciso também “perguntar aos São-tomenses se é isto que querem”.

O chefe do Governo acrescentou que “neste momento as condições [de segurança] não estão criadas para que se possa desenvolver um projeto de produção de canábis em São Tomé e Príncipe, não obstante as virtudes de que falam da canábis na sua versão medicinal”.

“Por isso, eu não sou aventureiro e quero ser muito claro. Terei sensivelmente um pouco mais de 12 meses para trabalhar, vou ter que eleger algumas áreas de intervenção nos próximos tempos e a canábis não está nesta lista da intervenção deste Governo”, insistiu.

A eventual plantação de canábis para fins medicinais dividiu o executivo de Jorge Bom Jesus, com o Ministro da Agricultura, do Partido da Convergência Democrática (PCD), a defender o projeto, enquanto o seu parceiro de coligação, Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata, se demarcou e exigiu explicações ao Governo liderado pelo presidente do partido.