Deputado do MpD contraria discurso da Oposição, e lembra que Cabo Verde e o mundo ainda sentem efeitos da pandemia, agravado com 5 anos de seca nas Ilhas
O Primeiro-Ministro vai amanhã, quarta-feira, ao Parlamento, para mais um debate, desta feita versando “O papel do Estado na mitigação da crise económica e social e o seu impacto na vida das famílias e empresas”, tema proposto pelo PAICV. Entretanto, esse Partido da Oposição já deixou transparecer a linha da sua intervenção. Vai bradar que existe fome no País e atribuir todas as culpas ao Governo da República.
Mas, “graças a Deus, há muitos anos que não há fome em Cabo Verde”, riposta o MpD na pessoa do seu líder parlamentar, João Gomes, admitindo, no entanto, situações de pessoas que vivem em “dificuldades”.
Na antevisão do debate com Ulisses Correia e Silva, o Deputado do MpD disse estranhar mesmo que a Oposição reconheça “dificuldades” no País, mas mesmo sabendo que são situações adversas ao Governo, porque “causadas” pela pandemia da Covid-19 e pelas “consecutivas secas” forjam o discurso inflamado de que há fome nestas Ilhas.
“Estranha ao MpD que Partidos políticos que reconhecem as dificuldades, acreditam que há dificuldades causadas pela Covid-19 e pelas secas consecutivas, agora vêm dizer que há fome e há forme por causa do Governo que não é solidário”, comentou Gomes, que lamenta, no entanto, que a seca dos últimos 5 anos “condicionou e muito” a vida das pessoas no País.
“Como se não bastasse e não obstante o crescimento da economia verificado em 2016 e 2019, a verdade é que veio a pandemia e afetou todo o mundo”, incluindo Cabo Verde”, constatou o parlamentar.
A sessão que decorre de amanhã a sexta-feira, tem outros temas em pauta, como a proposta de criação de uma CPI sobre a privatização da TACV e liquidação das operações domésticas, proposto pelo PAICV, discussão e aprovação de uma proposta de lei que institui o regime especial de reforma antecipada dos trabalhadores do INIDA, de entre outros.


