Paralisação, inicialmente convocada como um protesto pacífico contra o aumento dos combustíveis, degenerou em distúrbios em vários bairros da Capital Angolana. Há relato de mortos, saques e vandalismo
O primeiro dia da greve dos taxistas em Luanda, realizada nesta segunda-feira, 28, foi marcado por graves episódios de violência, incluindo saques, vandalismo e confrontos com vítimas mortais. A paralisação, inicialmente convocada como um protesto pacífico contra o aumento dos combustíveis, degenerou em distúrbios em vários bairros da Capital Angolana.
Milhares de pessoas ficaram sem transporte, sendo obrigadas a caminhar longas distâncias ou permanecer nos seus locais de trabalho. Grupos de jovens bloquearam ruas, atacaram veículos — incluindo autocarros e carros da polícia — e invadiram lojas.
As autoridades responderam com disparos para dispersar os manifestantes.
O Governo de Angola classificou os atos como “ações criminosas” e um “ataque ao Estado democrático e de direito”, prometendo responsabilizar os envolvidos.
Escolas, lojas e postos de abastecimento fecharam por precaução, enquanto a segurança foi reforçada em pontos estratégicos, como o Palácio Presidencial.


