A paralisação foi convocada em protesto contra o pacote de alterações à legislação laboral proposto pelo Governo, que prevê a revisão de mais de uma centena de artigos do Código do Trabalho
A greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) provocou esta quarta-feira fortes constrangimentos nos transportes, saúde, educação e administração pública, em protesto contra a proposta de reforma da legislação laboral.
A paralisação foi convocada em protesto contra o pacote de alterações à legislação laboral proposto pelo Governo, que prevê a revisão de mais de uma centena de artigos do Código do Trabalho.
Os maiores impactos registaram-se nos transportes, com supressão de comboios, interrupções no metropolitano de Lisboa e cancelamentos e atrasos de voos. Na saúde, hospitais e centros de saúde funcionaram com serviços mínimos, enquanto várias escolas encerraram devido à adesão de professores e assistentes operacionais.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que o objetivo da greve é travar medidas que, segundo os sindicatos, fragilizam os direitos dos trabalhadores.
Por sua vez, o Governo defende que a reforma é necessária para modernizar o mercado de trabalho e aumentar a competitividade da economia portuguesa.
Trata-se da segunda greve geral realizada em menos de seis meses em torno da reforma laboral, num debate que deverá prosseguir na Assembleia da República.


