Um grupo de manifestantes queimou panos e cartazes e arremessou pedras em direção ao Parlamento, levando à intervenção da Polícia de Segurança Pública
A greve geral que hoje decorre em Portugal está a mobilizar milhares de trabalhadores e a provocar tensões em vários pontos do País, com registos de incidentes junto à Assembleia da República, em Lisboa. Um grupo de manifestantes queimou panos e cartazes e arremessou pedras em direção ao Parlamento, levando à intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP). Um homem que tentou subir a escadaria foi detido. A polícia de intervenção mantém-se posicionada no topo da escadaria para garantir a segurança.
Os manifestantes saíram do Rossio por volta das 14h35 e concentraram-se rapidamente em frente ao Parlamento, onde se fizeram ouvir palavras de ordem contra as medidas laborais propostas pelo Governo. Entre os slogans mais repetidos destacam-se: “O ataque é brutal, a greve é geral”, “Não vamos desistir, o pacote é para cair” e “Salários de miséria, rendas a subir! O povo não aguenta — está na hora de agir”.
Em declarações à RTP, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que “está aqui o mundo do trabalho”, apelando ao Primeiro-Ministro Luís Montenegro para reconhecer a dimensão da contestação. O líder sindical lamentou que o Chefe do Governo “viva numa realidade própria” e afirmou que mais de três milhões de trabalhadores estão a aderir à paralisação.
No Porto, centenas de pessoas juntaram-se na Avenida dos Aliados, onde a circulação automóvel está condicionada devido à manifestação.
A greve geral está a afetar vários setores essenciais, incluindo transportes, saúde, educação e serviços públicos, num protesto nacional que os sindicatos classificam como um dos mais expressivos dos últimos anos.


