Para o empresário, o Governo do PAICV ainda está a tempo de rever a decisão de introduzir a gratuitidade do ensino superior, alertando para riscos de sustentabilidade financeira, equidade e qualidade do sistema educativo
Em publicação nova publicação divulgada nas redes sociais, o antigo primeiro-ministro Gualberto do Rosário considera que a medida anunciada em campanha pelo PAICV e retomada agora que o partido está no Governo, não deve ser adotada de forma apressada, defendendo que uma reforma desta dimensão exige estudos aprofundados e um amplo debate público.
O antigo governante recorda que já havia manifestado oposição à gratuitidade universal do ensino secundário, na governação do MpD, por entender que levanta questões de justiça social, responsabilidade das famílias e sustentabilidade das finanças públicas.
O também empresário sustenta ainda que o atual sistema fiscal cabo-verdiano não reúne condições para suportar um ensino superior gratuito para todos, ao contrário do que acontece em países com maior capacidade financeira. Na sua análise, a implementação da medida poderá comprometer a sustentabilidade do sistema educativo, favorecer a reestatização do ensino e reduzir o pluralismo e a qualidade da educação.
Gualberto do Rosário apela, por isso, a uma maior ponderação por parte do Governo, defendendo que qualquer alteração estrutural no setor da educação deve resultar de estudos técnicos e de um processo de concertação nacional, tendo em conta o impacto no futuro do país.

