A guerra na Ucrânia voltou ao centro da agenda internacional depois de Volodymyr Zelenskyy defender, perante a Assembleia Geral da ONU, na quarta-feira, o reforço da pressão económica sobre a Rússia
O presidente da Ucrânia pediu aos países que limitem o comércio com Moscovo e afirmou que as receitas russas devem continuar a ser um alvo das medidas destinadas a travar o financiamento da guerra.
Zelenskyy voltou também a defender uma solução diplomática para o conflito, mas sustentou que a pressão sobre a Rússia é necessária para criar condições para o fim da guerra. A intervenção ocorreu num momento em que os esforços internacionais procuram alcançar, pelo menos, acordos limitados sobre ataques às infraestruturas energéticas e às exportações pelo Mar Negro.
Horas depois do discurso, a Rússia lançou uma nova vaga de ataques com mísseis e drones contra várias regiões da Ucrânia. Em Kyiv, foram registadas duas mortes e vários feridos, enquanto na região de Kharkiv um ataque contra uma exploração agrícola provocou seis mortos e 12 feridos, segundo autoridades ucranianas.
A nova escalada ocorre precisamente quando a guerra volta a dominar o debate diplomático em Nova Iorque, evidenciando a distância entre os apelos à negociação na ONU e a continuidade das operações militares no terreno.





