Guerras e crise do multilateralismo dominam primeiro dia da Assembleia Geral da ONU

0

Lula da Silva pede reforço da diplomacia e critica a incapacidade da ONU para responder aos conflitos, enquanto Donald Trump defende a política norte-americana e endurece o discurso contra o Irão

A 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas ficou marcada, esta terça-feira, 22 de setembro, por discursos centrados nas guerras no Médio Oriente e na Ucrânia, na crise do sistema multilateral e na necessidade de reforçar a cooperação internacional

Na abertura, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o agravamento das divisões geopolíticas e defendeu uma Organização das Nações Unidas mais forte. Sobre Gaza, condenou o ataque do Hamas de 7 de outubro, mas criticou igualmente a dimensão da resposta israelita, defendendo o respeito pelo direito internacional e a preservação da solução de dois Estados. António Guterres também apelou a maior cooperação internacional perante desafios como as alterações climáticas e a inteligência artificial.

O presidente do Brasil, Lula da Silva, criticou o que considera ser a incapacidade da ONU e do Conselho de Segurança para responder eficazmente às guerras e defendeu o reforço do multilateralismo, alertando, ainda, contra interferências externas nos processos eleitorais e reiterou a defesa da soberania brasileira.

Já o presidente norte-americano, Donald Trump, centrou grande parte da intervenção no conflito com o Irão, defendendo a ação militar dos EUA e afirmando que Teerão terá de escolher entre um acordo e novas consequências militares.

Donald Trump afirmou também que pretende alcançar uma solução para a guerra na Ucrânia e destacou a liderança norte-americana em áreas como tecnologia e inteligência artificial.

O debate geral decorre até 28 de setembro, em Nova Iorque.

COMENTE ESTA NOTÍCIA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui