Guiné-Bissau/Eleições. Votação decorre com normalidade, apesar de clima político tenso

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As eleições presidenciais e legislativas na Guiné-Bissau decorrem este domingo com a abertura das urnas no horário previsto e relatos de tranquilidade nos locais de votação, embora persistam sinais de tensão política no País

A Guiné-Bissau está hoje em votação para escolher o próximo Presidente da República e os 102 Deputados do novo Parlamento, dois anos após a dissolução da Assembleia Nacional Popular em 2023. O atual Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, procura renovar o mandato, num pleito marcado por forte polarização e com 11 candidatos.

De acordo com informações recolhidas no terreno, o processo eleitoral está a decorrer em relativa normalidade, com a maioria das assembleias de voto a funcionar sem incidentes. As urnas abriram à hora marcada e encontram-se distribuídas por 3.728 mesas de voto em todo o País. Observadores e fontes locais referem que a votação decorre de forma organizada e calma, com afluência regular desde as primeiras horas da manhã.

Apesar da estabilidade aparente, há sinais de preocupação. A agência Reuters reportou que, na véspera das eleições, ocorreram detenções de oficiais militares suspeitos de envolvimento numa alegada tentativa de golpe de Estado, episódio que reforça os receios quanto ao clima de segurança e ao risco de instabilidade pós-eleitoral.

A exclusão do PAIGC, histórico Partido Bissau-guineense, reconfigurou o cenário político e elevou o perfil de outros concorrentes. Entre eles, destaca-se Fernando Dias da Costa, apontado como um dos principais adversários de Sissoco Embaló na corrida à Presidência.

A Comissão Nacional de Eleições mantém-se cautelosa quanto ao anúncio dos resultados. Embora não descarte a possibilidade de uma definição ainda hoje, admite que os dados oficiais poderão ser conhecidos nas próximas 48 horas, dependendo do ritmo de apuramento.

As autoridades e observadores internacionais continuam a monitorizar o processo, num dia eleitoral que, até ao momento, combina normalidade operacional com um pano de fundo político sensível.