Guiné-Bissau julga supostos autores de tentativa de golpe de Estado, em 2022

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Bubo Na Tchuto é apontando como o arquiteto da rebelião que entretanto foi abortada

A Justiça da Guiné-Bissau agendou para a próxima terça-feira, o início do julgamento de um grupo de 26 pessoas, entre militares e civis, alegadamente implicadas numa tentativa de golpe de Estado, em fevereiro de 2022.

Recorda-se que o Presidente Umaro Sissoco Embaló e o então Primeiro-Ministro, dirigiam uma reunião do Conselho de Ministros, quando foram surpreendidos com uma invasão do Palácio onde decorria a reunião do Executivo nacional.

Bubo Na Tchuto, ex-Chefe da Armada da Guinée-Bissau, é apontando como o arquiteto da rebelião que entretanto foi abortada. Outras 25 pessoas serão também julgadas, sob acusação de “crime de atentado contra a vida do Presidente” e “tentativa de alteração da ordem constitucional” no País.

Da invasão da sala da reunião, registou-se 11 mortos, sendo alguns do corpo de segurança do Chefe de Estado, do então PM e de outros governantes, e cerca de 50 feridos.

O julgamento vai ser feito pelo Tribunal Militar da Guiné-Bissau.