O antigo Presidente Pedro Pires diz estar a acompanhar as “evoluções” na Guiné-Bissau, e mostrou-se apreensivo com o rumo do País
Em entrevista à Agência Lusa, por ocasião do relatório sobre a Governação Africana, produzido pela Fundação Mo Ibrahim, Pedro Pires admitiu que aquele País “paga até agora o custo da luta armada que fez”.
“Acompanho o que acontece na Guiné-Bissau, acompanho as evoluções, discuto por vezes com as pessoas, procuro compreender as causas”, disse, observando que Bissau criou umas forças armadas com “influência política”.
“Há vários fatores que se entrecruzam e tornam a liderança e a gestão do País mais complicada”, avaliou, numa altura em que a Guiné-Bissau volta a estar em campanha, desta feita para as eleições presidenciais a 24 próximo, e num momento que há dois governos e dos primeiros-ministros.
Pedro Pires que tem relações “muito especiais de afetividade” com aquele País vizinho de Cabo Verde, diz que a transição na Guiné-Bissau, desde colónia a País soberano, passando pelo Estado soberano, depois de regime monopartidário para pluripartidário, tem sido “difícil”.
“São transições que exigem também gestão. As lideranças têm de fazer a gestão de modo a conseguir aderir, integrar toda a gente” e por vezes “isso não acontece”, avaliou, não sem antes apontar para “fatores externos” como o narcotráfico. “São vários elementos que conduzem a uma maior complexidade da gestão da governação”, estimou.



Mas que preço é este que não é possível pagar em 45 anos. Ou a luta armada imposta não beneficiou a população da Guiné Bissau uma vez que trouxe custos assim tão elevados. Então valeu a luta armada com tais custos? Haja paciência.
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