Posição é da Ministra da Justiça à margem do encontro que manteve com a sua homóloga Cabo-verdiana
A Ministra da Justiça e dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, Teresa Alexandrina da Silva, pediu o apoio de Cabo Verde para ligação do seu País ao Centro de Analise e Operações Marítimas – Narcóticos, MAOC-N.
Aquela Ministra lançou este pedido durante o encontro de trabalho que manteve esta terça-feira, com a sua homóloga Cabo-verdiana, Joana Rosa, no qual foram abordados vários assuntos relativos à cooperação entre os dois países, essencialmente, nas áreas de cooperação jurídica e judiciária.
“Perante os desafios contemporâneos com que nos confrontamos, mais do que ‘necessário’ se faz ‘obrigatório’ haver este estreitamento com o MAOC tendo em conta as fragilidades do nosso País e a tendência do tráfico via marítimo razão pela qual Cabo Verde, sendo um País cooperante da MAOC e tendo em conta este estreitamento de relações entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau nunca é demais pedir a advocacia de Cabo Verde junto da MAOC neste sentido”, afirmou.
Por seu turno, a governante Cabo-verdiana, garantiu que o País tem uma cooperação “intensa” com a MAOC, e que os mesmos apoiam em vários casos de apreensão de droga, entretanto, Joana Rosa Rosa admite que “seria ótimo” essa cooperação conjunta com a Guiné-Bissau e o Senegal.
Outra questão manifestada foi a criação de um eixo de cooperação, que segundo revelou Joana Rosa à Imprensa, há necessidade de construção desse eixo, visando o combate à criminalidade nesta zona, “desde logo o tráfico de drogas e de pessoas, a lavagem de capitais, o contrabando de migrantes, portanto, são vários os desafios que temos ao nível da nossa sub-região e que uma junção de esforços entre Cabo Verde Guiné-Bissau e Senegal será fundamental para que possamos juntos dar combate à criminalidade”.
Como forma de combater a criminalidade e trabalhar as questões de reintegração social dos imigrantes, Joana Rosa defende igualmente a necessidade de celebração de um acordo de cooperação judiciária, não só com Guiné-Bissau, mas também com o Senegal.
“Temos Cabo-verdianos na Guiné-Bissau e muitos Guineenses aqui, daí a necessidade da criação de um ambiente de sã convivência entre os povos e a necessidade de desenvolvermos mecanismos de cooperação bilateral nesta que é uma área muito importante para o desenvolvimento de qualquer País”, argumentou.
Escreve para Alírio CabralGomes


