GUINÉ-BISSAU: Recenseamento prolongado, eleições adiadas

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Em causa está a demora na conclusão do processo de recenseamento. O tal foi prolongado

As eleições legislativas, marcadas para o dia 18 de novembro, na Guiné-Bissau, foram adiadas.

A garantia foi dada hoje à imprensa pelo Embaixador daquele País em Cabo Verde, M’bala Fernandes, na embaixada da Guiné-Bissau.

O processo de recenseamento é a única causa desse adiamento. É que hoje, 20 de outubro, seria a data limite desse processo, mas o tal vai ser prolongado para o dia 20 de novembro.

O arranque do recenseamento, que devia acontecer no dia 23 de agosto, não se cumpriu “tendo em conta as várias vicissitudes”, como por exemplo, a falta de equipamentos de apoio desse processo.

Bissau socorreu-se a vários países, a procura de kits de recenseamento, entre os quais Angola, Mali (…) e Cabo Verde, “neste caso um País irmão”, mas como avança o representante da Guiné-Bissau no arquipélago, “por questões legais” não foi possível. É que a lei guineense obriga entregar no momento de recenseamento o cartão de eleitor, “e os kits de Cabo Verde não estão preparados para isso”.

Esperou-se então Kits da Nigéria que só chegaram em finais de setembro, e “ao invés de 300, só chegaram 150 kits”.

A previsão é de recensear 900 mil eleitores, mas até a data só se conseguiu um pouco mais de 200 mil, um número que é irrisória.

Ainda não há informações sobre a nova data, estando a espera de um pronunciamento do Chefe do Estado guineense, José Mário Vaz.

Recorde-se que o Presidente do PAIGC, Domingo Simões Pereira, tinha ontem afirmado que qualquer data depois de dezembro seria uma “violação flagrante” das leis da Guiné-Bissau.