PR Guineense falava à imprensa na manhã de hoje, à margem de uma visita que fez ao Palácio do Governo, onde ocorreu o ataque armado
O Presidente da Guiné-Bissau considerou hoje normais as acusações de que a tentativa de golpe de Estado foi encenada, atribuindo-as a “pessoas que não se conformaram” com a sua eleição e pediu o fim das provocações.
“É normal. Olhemos para as declarações desde que Umaro Sissoco Embaló ganhou as eleições. Não são todos os Guineenses que se conformaram com isso”, disse Umaro Sissoco Embaló, quando questionado pelos Jornalistas sobre estas suspeições, levantadas por partidos políticos e por organizações da sociedade civil.
O Presidente Guineense falava aos jornalistas no final de uma visita ao Palácio do Governo, onde ocorreu na terça-feira um ataque armado contra os dirigentes no país enquanto decorria uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
“As coisas estão no Ministério Público para que decorram com total transparência, mas penso que é preciso que acabem com as provocações. As pessoas que parem com as provocações de autodefesa. Ninguém foi ainda acusado. Que façamos fé na comissão de inquérito, é a nossa Justiça”, disse o chefe de Estado Guineense, em declarações reproduzidas pela Agência Lusa.
“Quando alguém se mostra preocupado de antemão, como se diz no nosso crioulo, se morrer alguém e ouves a outra pessoa a dizer ‘não fui eu’, então é porque pensa que pode vir a ser acusado de ser o feiticeiro da tabanca”, afirmou.
“Já tínhamos atingido uma fase em que o País estava a arrancar, mas não são todos os Guineenses que querem ver isso, porque se não forem eles nada está bom. Mesmo que saísse hoje, haverá outros Umaros Embalós, ou melhores do que Umaro Embaló, mas não para aquelas pessoas que pensam que se não forem eles ninguém mais pode ser”, afirmou, mas sem especificar a quem se referia.


