Guiné-Bissau suspende adoções internacionais para combater tráfico

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Decisão foi tomada no Conselho de Ministros. Ministra da Mulher, Conceição Évora, explicou que a suspensão dos processos foi decidida “porque tem havido sistematicamente adoções que não estão a seguir as normas estabelecidas”

O Governo da Guiné-Bissau decidiu suspender todos os processos de adoção internacional no país para evitar o tráfico de crianças e o negócio das casas de acolhimento, anunciou a Ministra da Mulher, Conceição Évora.

Em entrevista à Lusa, a Ministra explicou que a suspensão dos processos foi decidida “porque tem havido sistematicamente adoções que não estão a seguir as normas estabelecidas”.

“Nós sabemos que o Governo da Guiné-Bissau não tem uma casa de acolhimento de Estado, existem casas de acolhimento que recebem essas crianças órfãs e tem havido essas adoções de forma ilegal e que às vezes conduzem ao tráfico de seres humanos, neste caso de crianças”, explicou Conceição Évora.

O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau analisou na semana passada uma proposta de decreto-lei relativa às adoções internacionais, que decidiu trabalhar ainda mais, e mandatou os Ministérios da Mulher, Justiça e Interior a suspender todos os atos administrativos relativos à adoção internacional de crianças e jovens.

“O que tem acontecido é que a adoção está a ser feita de forma ilegal e às vezes não há cadastro de todo o processo. Estamos a perder guineenses, o Estado não sabe quem é essa pessoa que adotou, não conhece, e a partir do momento que a criança passa no aeroporto perde-se o rastro da criança e isso não pode acontecer”, afirmou a Ministra da Mulher.

Para Conceição Évora, o Estado deve saber quem são as pessoas que adotam as crianças e os jovens e para que “fins são levadas”.