Há partidos que vivem das vitórias. O MpD vive da sua História.

Uma história feita de homens e mulheres que ousaram sonhar com uma democracia plural, onde a diferença nunca foi uma ameaça, mas a maior riqueza da convivência política.

Foi essa cultura que fez nascer um partido onde o militante não era um simples figurante, nem um simples numero. Era voz, pensamento e família!

É por isso que o meu apoio a Paulo Veiga nasce da convicção e nunca da idolatria, quiçá, por acreditar na tinta da razão que propugno.

Conheço o homem antes do candidato . Conheço a humildade antes do protagonismo.

E é nessa simplicidade com vestes de competência, tantas vezes silenciosa, que encontro as qualidades de quem pode ajudar o MPD a reconciliar-se com as suas bases e devolver ao militante o sentimento de pertença que fez grande este partido.

Mas, apoiar Paulo Veiga, não significa diminuir Luís Filipe, nem Meno a quem saúdo e desejo sucessos nos seus objetivos.

A democracia interna perde a sua beleza  quando a paixão substitui a razão e quando o argumento cede lugar ao insulto. O adversário nunca está dentro da casa . Quando transformamos irmãos de caminhada em inimigos ocasionais, abrimos fendas onde antes existiam pontes.

Vejo o mpd como um espelho. E, quando olho para esse espelho, não procuro um rosto único. Vejo muitos rostos. Vejo a diferença. Vejo sensibilidades distintas unidas pelo mesmo ideal.

É essa diversidade que sempre nos distingui e que nunca deverá transformar -se em divisão.

O radicalismo é como um

Vento forte em alto mar. Pode dar a ilusão de velocidade, mas também pode partir o mastro e deixar a embarcação a deriva.Um partido dividido navega sem rumo, um partido unido enfrenta qualquer tempestade.

No dia das eleições os militantes escolherão o seu Presidente.

Apoio Paulo Veiga por razões  objetivas, pela sua trajetória, pelo seu caráter e pela confiança que nos inspira. Mas recuso transformar essa escolha numa verdade absoluta.

Não acredito em candidatos providências. Acredito em pessoas sérias , em instituições fortes e em militantes conscientes.

O respeito e a amizade que me ligam ao Luís Filipe e ao Meno impedem de esquecer que, antes de sermos apoiantes de candidatos diferentes , somos filhos da mesma casa, herdeiros da mesma história e guardiões dos mesmos valores.

O MPD precisa de Paulo Veiga.

O MPD precisa do Luís Filipe.

O MPD precisa do Meno Fernandes.

Mas, acima de tudo , o MPD precisa de nós. Da nossa capacidade de discordar sem ferir, de debater sem humilhar e de vencer sem dividir.

Porque os partidos passam por eleições.

As lideranças passam pelo tempo.

Mas, os valores…esses são a única herança que vale a pena deixar as gerações que hão de continuar a escrever a história do movimento para a democracia.

MPD é do povo.

É para o povo.

E continua a ser de todos nós!

Depois da votação, depois de contados os votos e silenciados os aplausos, continuará a existir apenas um patrimônio: o MPD.

Que ninguém celebre como conquistador , nem lamente como derrotado . Que todos regressemos a mesma mesa, porque nenhum projeto coletivo se constrói sobre as cinzas da ofensa.

Viva MPD!

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