Há Russos que não querem guerra na Ucrânia

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Nas ruas e nas redes sociais surgem posições contra a ordem de invasão. Há, inclusivé, quem esteja disposto a ir preso por isso

Informações que chegam da Rússia, e segundo organizações de defesa dos Direitos Humanos, pelo menos 5.500 cidadãos Russos terão sido presos por contestarem a ordem de Putin de invadir a Ucrânia.

De Lisboa a Nova Iorque, de Tóquio a Paris, passando por Berlim ou Londres, o mundo juntou-se nas ruas para condenar a invasão Russa da Ucrânia. E há um País onde essa realidade é muito particular: a própria Rússia.

Desde quinta-feira, dia em que arrancou o conflito armado, as principais cidades Russas têm um cenário em comum: muita gente nas ruas, em protesto, arriscando-se à violência da polícia.

Até porque Moscovo é conhecida por não tolerar quem foge à narrativa oficial. Foi assim logo na primeira noite de conflito.

Mas, mesmo que algumas fotos vindas de Moscovo lembrem a vida normal, há sempre quem aproveite para protestar. Em especial num dia em que se assinalam sete anos da morte de Boris Nemtsov, um dos principais opositores de Putin.

Também em São Petersburgo, a tarde de domingo ficou marcada pela carga policial sobre os manifestantes. Vozes unidas gritavam “Não à Guerra”, dando sequência aos dias de protesto naquela Cidade.

Mas os protestos não passam só pelas ruas. Têm surgido cartas abertas a condenar a postura de Vladimir Putin.