O hantavírus, associado a roedores, pode causar febre, dores musculares, tosse, falta de ar e problemas renais, sendo raramente transmissível entre pessoas
O surto de síndrome respiratória aguda registado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que seguia entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, provocou pelo menos três mortes entre seis casos identificados, segundo confirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
As autoridades internacionais continuam a investigar a origem do surto, enquanto decorrem análises laboratoriais para identificar o agente responsável pela infeção.
O que é o hantavírus?
Entre as hipóteses em investigação está a infeção por hantavírus, uma doença infecciosa grave transmitida principalmente por roedores silvestres infetados.
A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, através da inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva dos roedores. O contágio também pode acontecer por contato direto com secreções contaminadas ou, mais raramente, por mordidas e arranhões.
Especialistas alertam ainda que a inalação de partículas virais em locais fechados e contaminados por excrementos de ratos representa uma das formas mais comuns de infeção.
Embora rara, a transmissão entre pessoas também já foi registada em alguns casos específicos.
Sintomas semelhantes aos da gripe
Os sintomas podem surgir entre uma a oito semanas após a exposição ao vírus. Inicialmente, a doença manifesta-se de forma semelhante a uma gripe, com febre repentina, dores musculares, dores de cabeça e, em alguns casos, sintomas abdominais.
Com a evolução da infeção, podem surgir tosse, dificuldade respiratória, problemas renais, tonturas, calafrios e complicações gastrointestinais.
Doença rara, mas altamente mortal
O hantavírus foi identificado pela primeira vez em 1993, nos Estados Unidos, após um surto na região de Four Corners, que causou 14 mortes.
Segundo dados dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), mais de 890 casos foram registados no País entre 1993 e 2023.
Em 2015, o CDC estimou uma taxa global de mortalidade de cerca de 36%, levando investigadores a classificarem a doença como uma das infeções endémicas mais graves dos Estados Unidos.
A nível mundial, estima-se que entre 150 mil e 200 mil pessoas sejam hospitalizadas todos os anos devido à síndrome renal associada ao hantavírus, sobretudo em países da Ásia, Europa e Rússia.
Prevenção continua a ser principal arma
As autoridades de saúde sublinham que a principal forma de prevenção passa por evitar o contato com roedores e os seus excrementos.
Entre as recomendações estão arejar espaços fechados antes da limpeza, utilizar desinfetantes, usar luvas e máscaras de proteção e evitar varrer ou aspirar fezes secas de ratos, para impedir a dispersão de partículas contaminadas no ar.
Também é recomendado lavar as mãos após contato com roedores, especialmente no caso de animais de estimação, e evitar exposição de feridas abertas durante o manuseamento.
Atualmente, não existe um tratamento específico para a infeção por hantavírus. Os cuidados médicos concentram-se no suporte respiratório, administração de oxigénio, controlo da pressão arterial e assistência intensiva em casos graves.



Que Deus livre CV de uma nova crise sanitária. Se o candidato a Primeiro-Ministro FC afirma que a COVID-19 serve de pretexto para o seu adversário, o que diria perante uma nova emergência de saúde pública no país? É urgente que as autoridades sanitárias tomem medidas drásticas para eliminar a praga de ratos que prolifera no lixo acumulado da Cidade da Praia e em sta Catarina antes que a situação se torne irreversível. Infelizmente, os Xtico Afetivos preferem ignorar o estado deplorável do saneamento básico, fechando os alhos a uma situação que ameaça a saúde pública em cada esquina d capital do país.