A grande verdade que poucos ousam dizer em voz alta é esta: tudo aquilo que simboliza ou evoca o MpD, a liberdade e a democracia, seja a bandeira nacional, o hino, ou uma estátua em homenagem aos valores democráticos, raramente merece o apoio genuíno do PAICV.
Ao longo dos anos, tornou-se evidente que sempre que esses símbolos se projetam com força, surgem resistências, omissões ou ataques por parte de setores ligados a esse partido, como se a liberdade fosse um incómodo e a democracia um obstáculo.
É como se tudo o que remeta à vitória cívica de 13 de Janeiro de 1991 ainda lhes causasse desconforto ideológico.
Esta atitude, mais do que política, revela uma dificuldade em aceitar a plena maturidade democrática do povo cabo-verdiano. E por isso, cabe-nos estar vigilantes e reafirmar, sem medo nem hesitação, que a liberdade não se revoga, a democracia não se adia, e os seus símbolos merecem respeito, proteção e celebração.


