Hoje há mais sonho, há mais vontade, há mais oportunidade

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Faltam apenas 5 dias para as eleições no nosso País. Eleições importantíssimas pelo contexto em que nos encontramos. Como todos sabem, o meu apoio é totalmente para o candidato do MPD, Ulisses Correia E Silva. Gostaria de fundamentar as razões do meu apoio sem desmerecer a candidatura da oposição.

– Nasci na diáspora, filho e neto de Cabo-Verdianos, apesar de visitar com alguma regularidade Cabo Verde e acompanhar tudo o que se passava nas notícias, só regressei definitivamente em 2013, reagindo ao chamamento de viver e contribuir para o desenvolvimento do meu País.
O que saltava à vista? Um clima de insegurança no nosso País, principalmente na Cidade da Praia. Os jovens não tinham trabalho, a formação profissional não chegava a muita gente, criar uma empresa não chegava sequer a ser uma ilusão e as perspetivas de futuro para uma grande parte da população eram sair o quanto antes do País.  Como sei isto? Tinha a minha própria organização de empoderamento juvenil e lidava diariamente com jovens, tal como faço ainda hoje.

E na Inovação? Só se ouvia falar em Governação Eletrónica, a iniciativa do sector privado era engolida ou inexistente, o custo da internet ilimitada era cerca de 13 mil escudos e contava-se pelos dedos das mãos os jovens que tinham forma de concretizar o sonho de ter um negócio no digital.  Como sei isto? Participei na organização da Cimeira de Inovação Africana e comecei nessa altura a estudar a conjuntura  de startups tecnológicas em Cabo Verde, e verifiquei a total ausência de um ecossistema de empreendedorismo tecnológico.

Hoje qual é a realidade ?
– Um País ainda com desafios na área da segurança, mas muito mais seguro, quem disser o contrário, que veja os dados do INE. Sem Ulisses não existiria o projeto Cidade Segura, sem Ulisses continuaria a reinar o medo de sair de casa depois das 17h.
– Sem Ulisses não teríamos quase 30 mil jovens que aproveitaram a massificação da Formação Profissional através de instituições públicas (IEFP, CERMI, EHTCV) mas também instituições privadas que tiveram as suas formações financiadas pelo Estado através do Fundo de Promoção de Emprego, sem Ulisses não teríamos mais de 6.500 jovens que tiveram a sua oportunidade no Programa de Estágios Profissionais, não teríamos gratuitidade de todo o sistema educativo até ao 12º ano, sem Ulisses não teríamos cerca de 15 mil crianças que hoje podem aprender robótica e programação em todas as escolas secundárias do País graças ao projeto WebLab da NOSi, não teríamos inglês nas escolas a partir do 5º ano.
– Sem Ulisses não teríamos startupJovem e os vários programas da Pró Empresa que tornam hoje uma realidade a criação de uma empresa independentemente da condição social do Jovem.
– Sem Ulisses não existiria  Cabo Verde Digital e todo um ecossistema de empreendedorismo no sector da inovação em Cabo Verde, que foi reconhecido internacionalmente por organizações internacionais que pela primeira vez deram destaque a Cabo Verde, pelo aquilo que o sector privado realizou. Hoje é possível criar negócio no digital, hoje é possível um jovem formar-se em programação, hoje é possível os nossos jovens estarem presentes em palcos internacionais, hoje o custo de Internet ilimitado no nosso País desceu para 4.500 ECV e vai descer ainda mais.

Hoje há mais sonho, há mais vontade, há mais oportunidade, há mais construção, há mais valor no mérito, hoje há mais acreditar, hoje há mais Cabo Verde, graças a Ulisses Correia e Silva, um homem que sabe olhar no horizonte, e mesmo nos momentos difíceis, mantém o seu foco. Qualidades de Líder.
Muito por fazer no 2º mandato se os Cabo Verdianos assim confiarem, como eu acredito que acontecerá? Claro que sim, mas Ulisses por ter concretizado tudo isto num clima de seca severa e num contexto de pandemia, merece a nossa confiança para continuarmos no Caminho Seguro. SEM DÚVIDA.

1 COMENTÁRIO

  1. Claro que somente os cegos ou os que não ver dizem o contrario, Mas vão ver no dia 18.
    Entretanto, peço licença para trazer uma pequena nota acerca da UCID e do Amdeu Oliveira.
    Ao aceitar o Amadeu Oliveira, a UCID cometeu um acto de suicídio que muitos já analisaram e até lamentaram e outros nem por isso. Continuam a pensar que foi um Totoloto que a UCID ganhou. Que ilusão e engano!
    Natural da Ribeira Grande, Oliveira foi, desde criança, irrequieto e indisciplinado. O pai, que era um homem muito homem bom (que Deus o tenha), foi levando o menino de escola para escola, a ver se encontrava um professor capaz de o aturar. Esforço inútil. Inscreveu-o num externato mas foi expulso pouco tempo depois. A verdade é que, não obstante ser um arruaceiro, como ele próprio diz, Amadeu conseguiu cursar direito. O seu destino certo na politica era o PAICV, que na década de 90 estava na oposição e depois passou a governar. Pensava esse partido que tinha adquirido um valor. Só que Amadeu apenas deu dores de cabeça a Pedro Pires e José Maria Neves. Saiu ou foi expulso do partido, não sei dizer. Tornou-se um aparente defensor da justiça, mas da pior forma, chamando os juízos de gatunos e corruptos. Para fugir à justiça (por alguns dias), Amadeu, encontrou refúgio na UCID, cujos lideres vão chamar de infeliz o dia em que aceitaram acolhê-lo, pois ele vai dar cabo desse partido que hoje está sem identidade, por culpa, sobretudo, de João Santos que não conhece a ideologia da UCID, e de António Monteiro que conhece mas faz de conta que não conhece. Há dias, Amadeu, sentindo saudades, talvez, do PAICV , foi visto numa passeata desse partido em S. Vicente. Pobre Amadeu, pobre UCID! Como a UCID vai perder e não vai conseguir eleger mais do que 3 deputados, se tanto, Amadeu, como alguém me dizia ontem, irá direitinho para a cadeia, logo que terminar este passeio eleitoral na UCID, no dia 18.

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