O lamento do Bispo de Santiago foi feito à margem da Vigília pela Paz na Ucrânia, invadida pela Rússia desde o dia 24 de fevereiro
Dom Arlindo Furtado que ontem participou na Vigília pela Paz na Ucrânia, numa iniciativa da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania, realizada na Cidade da Praia, expressou o seu lamento pelo facto de a humanidade estar a ser “esmagada, parcialmente” na Ucrânia e observou que a guerra “não resolve nada”.
O Bispo de Santiago cuja instituição aderiu à iniciativa, observou que “nada tem sentido” se não for “útil” à humanidade.
“Pertencemos todos à mesma humanidade e, por isso, quando uns sofrem, devemos ser todos solidários”, ajuntou em declarações aos Jornalistas.
A Praça de Cruz de Papa, em Achada Santo António acolheu um bom número de pessoas, de vários estratos sociais e credos que assim expressaram união com quantos sofrem tanto na Ucrânia como noutros pontos do mundo.
Ao ver para a moldura humana, Dom Arlindo Furtado avaliou que esta presença é “sinal” de que somos humanos e que os Cabo-verdianos estão “sensíveis” aos problemas dos “nossos irmãos, mesmo fisicamente longe”.
Para o Cardeal da Igreja Católica, a solidariedade humana “dá sinal de que está a funcionar entre nós, porque existe a virtude humana de que devemos ser solidários”.
Hoje, entra-se no 12.º dia de invasão, aumenta no terreno o número de vítimas, incluindo civis, e milhares de pessoas continuam a procurar vias para deixar a Ucrânia.


