Estas ideias estão contidas no anteprojeto de celebração dos 500 anos de fundação da primeira Diocese no Arquipélago
A Diocese de Santiago de Cabo Verde, erigida a 31 de janeiro de 1533, está a programar para celebrar os 500 anos de sua fundação. A efeméride será assinalada durante 10 anos, a iniciar-se em 2023.
Uma Comissão Diocesana foi criada pelo Bispo de Santiago. Esta Comissão é coordenada pelo Padre Ima, que já desvendou alguns aspetos da programação apresentada nos últimos dias ao Cardeal Dom Arlindo Furtado.
Segundo o Sacerdote, citado numa entrevista ao site da Diocese de Mindelo, estão previstos 3 ciclos até a celebração jubilar, em 2033.
O primeiro ciclo, a decorrer entre 2023 e 2025, será sobre a Gratidão, ou seja, “Olhar para o passado com gratidão”. Entre 2026 e 2028 será o segundo ciclo, sobre Paixão, “Viver o presente com paixão” e entre 2029 e 2031 acontece o terceiro ciclo, sobre a Esperança. Depois e a culminar, acontece, em 2032, o Ano do Sínodo Diocesano e logo no ano seguinte, 2033, o Ano Jubilar para dar graças a Deus pelos 500 anos desta Igreja que até 2004 também banhava as Ilhas do Barlavento, hoje integradas na segunda Diocese de Cabo Verde, a Diocese de Mindelo.
“O ano de 2032, enquanto pré-jubilar, será de intensificar a preparação, programática, logística e espiritual para o grande jubileu, que terá início em 31 de janeiro de 2033 quando a celebração atingirá o seu cume e durante o qual far-se-ão a conclusão e encerramento de vários projetos e atividades plurianuais a decorrer durante os dez anos da celebração”, indicou o Padre Ima, observando que em 2033, ano do “grande jubileu” acontece o “cume para o qual caminha todo o projeto e suas atividades”.
A Igreja perspetiva um ano “denso e intenso” em 2033, incluindo a abertura e o encerramento do ano jubilar.
O anteprojeto entregue ao Bispo de Santiago define 7 eixos centrais, nomeadamente, o pilar Teológico, Pastoral e Litúrgico; o pilar Cultural; o pilar Económico; o projeto Nacional e da Diáspora; o projeto Internacional e Global; Uma Celebração do Povo de Deus e o pilar histórico.
“O objetivo geral do projeto, por uma questão de foco, para cada um dos 7 pilares, definiu-se um objetivo principal, ou fundamental e vários objetivos secundários. O sistema de numeração dos Objetivos Específicos servirá depois, com os ajustamentos que forem necessários, para uma base de dados de projetos e atividades, ao longo do decénio jubilar”, disse, assegurando que será em função dos objetivos específicos que será elaborado, à priori, um programa plurianual do conjunto de projetos, ações e atividades a serem realizadas para o seu cumprimento.
“Para além disso, é, também, a partir deste que as Dioceses, as Paróquias, as comunidades e todo o Povo de Deus, organizarão e realizarão as atividades mais adaptadas às suas condições, prioridades e ‘momento’ da ‘sua celebração’”, enfatizou.


