Uma coisa que sempre me indignou é a forma como o PAICV trata a ilha e as gentes do Fogo.
É uma relação quase FEUDAL, em que o partido da “estrela negra” (símbolo da entropia…) julga que os votos dos foguenses estão à partida garantidos, por força de uma relação servil inquebrantável.
O cidadão é, destarte, confundido com serventuário, “homo sacer”, sem dignidade nem capacidade de escolha.
É estranho porque o PAICV fez muito pouco na minha ilha natal. Lembro-me dos meus antigos colegas de infância. Indivíduos com muito talento. Muitos deles não puderam continuar o seu percurso académico porque NÃO HAVIA liceus na ilha do Fogo e não podiam ir para Praia ou São Vicente. É uma história muito triste que marcou a vida de uma geração sacrificada.
O objectivo nunca foi educar, mas apenas doutrinar e arrebanhar dóceis apoiantes.
Nos Mosteiros o PAICV instalou um “modus operandi” típico do partido único. Um poder esmagador, que não tolera questionamentos.
O “charme da liberdade”, de que falava Tocqueville, foi ali pouco cultivado.
Há sempre um chefe local que aparece na altura das campanhas eleitorais e acha que os votos são dele, e que toda a gente deve seguir, ordeiramente, as directivas do partido-guia.
É uma cultura perversa que não deixa a ilha avançar e é sobretudo uma cultura pouco amiga da LIBERDADE, a pedra angular do verdadeiro Desenvolvimento Humano.
A mentalidade de “capataz” tem que acabar.
O Municipalismo, fruto de uma opção lúcida da década de 1990 e das mudanças estruturais então ocorridas, tem sido importante para “Djarfogo”. E construiu coisas úteis nos vários lugares, o que é de aplaudir.
A ilha precisa de mais, contudo. Está ao nosso alcance.
Eu não gosto de perspectivas bairristas e NUNCA fiz apologia disso. A minha orientação sempre foi mais ampla e até cosmopolita. Sempre fui, socraticamente, um “cidadão do mundo”. E de todas as ilhas.
Acho que Cabo Verde é uma nação só e um Estado unitário. Está bem assim.
Mas uma ilha com tantos empreendedores, em todas as áreas, deve ter uma outra ambição e deve posicionar-se à altura dos seus pergaminhos e das suas responsabilidades.
Voltarei, um dia desses, a falar do desenvolvimento e dos seus factores determinantes, completando estas breves notas de intervenção/reflexão.
Fiquem com Deus.
Ps: creio que há um erro básico em certas discussões: não conseguem ultrapassar o plano da “empiria” e dos estafados lugares comuns do paternalismo estatal…



Não podia estar mais de acordo com o Casimiro. Além de tentar arrebanhar o voto dos foguenses, o paicv evoluiu. Nessas eleições quer contingentar o votos dos foguenses das municipais para as legislativas com o intuito de salvar a pele da presidenta desastrada.
Casimiro faz pedagogia e escola nas suas opinioes bem haja pessoa inteligente como Ele.
As bencoes que o divino nos oferece
Amen!
Não sei o que deu na telha do “Cando”. Escreveu que que este jornal não tem credibilidade porque retira do Facebook textos de seus colaboradores e publica. Oh nhu Cando…duas coisas: (i) o que é bom, para para ser replicado e lido várias vezes. O texto do Casimiro é bom demais, quer você goste ou não; (ii) o Paicv criou um “milícia digital” que: mente; inventa; criminaliza; esnoba; injuria; difama e calunia no Facebook e tudo é religiosamente copiado pela TCV/RCV/Inforpress/Semana/Santiago Magazine/Nação/TIVER, Radio Nova. Perante esses ataques, só você e o Gualberto do Rosário acham gracinhas e batem palmas. A primeira resposta do MpD vocês se escandalizam: que o MpD está destruir a democracia; está fazer ataques contra a reputação; que MpD é autoritário. Ou seja, ao Paicv tudo é permitido. Ao MpD, nem reagir pode. Vá te catar. Vá aprender a escrever corretamente e depois falamos.
Nota de correção: no lugar de Radio Nova, é radio Comercial.
Não sei o que deu na telha do “Cando”. Escreveu que que este jornal não tem credibilidade porque retira do Facebook textos de seus colaboradores e publica. Oh nhu Cando…duas coisas: (i) o que é bom, para para ser replicado e lido várias vezes. O texto do Casimiro é bom demais, quer você goste ou não; (ii) o Paicv criou um “milícia digital” que: mente; inventa; criminaliza; esnoba; injuria; difama e calunia no Facebook e tudo é religiosamente copiado pela TCV/RCV/Inforpress/Semana/Santiago Magazine/Nação/TIVER, Radio Comercial. Perante esses ataques, só você e o Gualberto do Rosário acham gracinhas e batem palmas. A primeira resposta do MpD vocês se escandalizam: que o MpD está destruir a democracia; está fazer ataques contra a reputação; que MpD é autoritário. Ou seja, ao Paicv tudo é permitido. Ao MpD, nem reagir pode. Vá te catar. Vá aprender a escrever corretamente e depois falamos.
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