Índia fustigada pela Covid-19 e ciclones

0

Nas últimas 24 horas, o País registou, novamente, mais de 200 mil casos e mais de 4.000 mortos devido à Covid-19. Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas na Índia devido ao ciclone Yaas, que deverá tocar a terra nesta tarde, uma semana depois do ciclone Tauktae ter causado pelo menos 145 mortos

A Índia vive nesse momento um “pesadelo”, devido à Covid-19 e ciclones, que ameaçam a vida de milhões, naquele País.

O País que tem sofrido durante os últimos dois meses duramente com a Covid-19, registou nas últimas 24 horas 208.921 casos novos, depois de ter ficado abaixo dos 200 mil na véspera, e ultrapassou novamente os 4.000 mortos.

O total de mortes eleva-se agora a 311.388, o que faz da Índia o terceiro País do mundo com mais óbitos provocados por covid-19, depois dos Estados Unidos e Brasil, de acordo com dados da Universidade Norte-americana Johns Hopkins.

As autoridades Indianas deparam agora com novos problemas, ciclones. Cerca de 1,1 milhão de pessoas tiveram de abandonar as suas casas na costa leste da Índia, devido à chegada do ciclone Yaas, prevista para a tarde de hoje, pouco mais de uma semana depois de o ciclone Tauktae ter causado pelo menos 145 mortos no oeste daquele País.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, as fortes chuvas associadas ao ciclone Yaas já fizeram dois mortos e causaram danos em casas, nos estados indianos de Odisha e de Bengala Ocidental.

O ciclone, que deverá tocar terra ao meio-dia (15:30 em Cabo Verde), cortou linhas de eletricidade que eletrocutaram duas pessoas e danificaram 40 casas em Bengala Ocidental.
Os Serviços Meteorológicos Indianos anunciaram que os ventos deverão rondar os 130 a 155 quilómetros por hora. Como medida de segurança, o aeroporto de Calcutá foi encerrado e a circulação ferroviária foi interrompida.