INE nega manipulação de dados e avança com ações judiciais

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O presidente do conselho diretivo reafirmou a autonomia do INE, sublinhando que a instituição “não pertence a um Governo, partido político ou pessoa”, mas sim ao Estado de Cabo Verde

O Instituto Nacional de Estatística (INE) negou hoje qualquer acusação de manipulação, falsificação ou ocultação de dados, e anunciou que já avançou com participações judiciais para esclarecer a origem de denúncias anónimas que circularam nas suas plataformas digitais.

Em conferência de imprensa, o presidente do conselho diretivo, João Cardoso, reafirmou a autonomia e independência da instituição, sublinhando que o INE “não pertence a um Governo, a um partido político ou a uma pessoa”, mas sim ao Estado de Cabo Verde.

Segundo explicou, a produção de indicadores sobre pobreza, emprego, inflação e crescimento económico segue padrões científicos internacionais, garantindo rigor técnico e independência metodológica.

João Cardoso esclareceu ainda a polémica em torno do Inquérito às Despesas Familiares, afirmando que a não divulgação da estimativa da pobreza resultou de limitações técnicas, seguindo recomendações de especialistas e metodologias validadas pelo Banco Mundial.

Sobre as estatísticas do emprego e do PIB, o responsável assegurou que os dados seguem as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e negou qualquer interferência política na divulgação da taxa de desemprego.

Explicou ainda que a divergência entre a taxa trimestral (4,9%) e a taxa anual (6,2%) se deve ao método de apresentação dos dados, acrescentando que a impossibilidade de consulta do valor anual no portal resultou de falhas técnicas já em resolução.

O INE confirmou igualmente que o caso das denúncias e do uso das suas plataformas digitais está agora sob investigação das autoridades competentes.

“Continuaremos a produzir estatísticas oficiais com independência, rigor científico e total compromisso com a verdade”, concluiu João Cardoso.

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