Iniciativa digital de Cabo Verde destacado como “forte caso de estudo”

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CEO da StartupBlink, refere que caso do Arquipélago pode moldar ativamente o seu ecossistema de start-ups

A iniciativa digital de Cabo Verde foi recentemente destacado, em um artigo de opinião, como um “forte caso de estudo”, com elogios de um especialista destas lides.

Eli David Rokah, CEO da StartupBlink, um mapa global do ecossistema de start-ups e centro de pesquisa que acompanha e aconselha sobre o desenvolvimento da economia global de inovação, referiu às iniciativas do Governo de Cabo Verde como “sucesso”, enaltecendo, igualmente, o envolvimento “direto” do Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, na criação de “funções específicas” como o de Secretário de Estado para a Inovação Digital, observando que esta decisão política demonstra a “importância estratégica” que o País atribuiu ao ecossistema de start-ups.

Na sua opinião, Eli David Rokah sublinha o que considera de “envolvimento estratégico” dos respetivos governos dos países de nações Insulares, incluindo Cabo Verde, no desenvolvimento dos ecossistemas para criar o que considera “ambiente favorável” para as start-ups e “contrariar” os efeitos de ter mercados pequenos e geograficamente desconectados.

O autor considera que as nações Insulares com populações inferiores a 20 milhões de habitantes têm “tradicionalmente vivido isolamento” a nível geográfico e ligações limitadas a mercados continentais maiores. “Devido ao fato de gerações de pessoas os abandonarem em busca de oportunidades de trabalho no estrangeiro, tendem a ter uma Diáspora maior do que a média global. No entanto, as pequenas nações Insulares também têm uma vantagem inerente sobre as economias maiores, numa economia global cada vez mais digitalizada, com ecossistemas de start-ups tecnológicas interligados”.

Esta pequena dimensão de nações Insulares como é o caso de Cabo Verde “permite-lhes criar e implementar políticas inovadoras rapidamente”, uma tarefa que “muito mais difícil” em economias maiores e mais desenvolvidas. “Ao visarem os mercados de serviços digitais globais ou regionais, as pequenas nações Insulares também podem diversificar as suas economias, criar novas oportunidades de emprego e ajudar a travar a fuga de cérebros”, admite, apontando Cabo Verde, ao lado da Jamaica e Chipre como territórios que deram passos visando o desenvolvimento de ecossistemas de start-ups, oferecendo “lições sobre como nações pequenas e isoladas podem criar as condições para o crescimento de economias start-up bem-sucedidas”.