INMG deteta aumento de atividades sísmicas no vulcão do Fogo

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Apesar desse aumento em relação ao habitualmente registado, INMG afirma que a situação “merece alguma atenção, mas não preocupação”

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, INMG, afirmou ter detetado um aumento de atividades físicas no vulcão do Fogo em relação ao habitualmente registado.

Numa nota endereçada ao OPAÍS.cv, o INMG sublinha que a situação merece alguma atenção, mas não preocupação.

O Instituto  fez esse comunicado no sentido de evitar rumores ou especulações sobre as atividades sísmicas associadas ao Vulcão do Fogo, “o que poderia suscitar inquietações desnecessárias a nível da população de Chã das Caldeiras e da Ilha no geral”.

Na nota, conta ainda que sendo ativo, o Vulcão do Fogo é objeto de monitorização permanente pelo INMG e a análise dos dados é comunicada, sempre que necessário, às autoridades do País, seguindo o protocolo estabelecido.

As pequenas atividades sísmicas, diz, são absolutamente “normais” em vulcões ativos, como é o caso do Fogo. “Entretanto, caso sejam sentidos tremores de terra na Chã das Caldeiras, não significa, necessariamente, que irá acontecer a erupção”, explica o INMG, sustentando que esses tremores fazem parte do comportamento habitual do Vulcão e são resultantes da própria estrutura da Ilha.

Numa escala de 1 a 5, onde o 1 corresponde ao estado de repouso e o 5 ao eruptivo, o Vulcão do Fogo encontra-se, atualmente, no nível 2, “o que não suscita preocupações maiores de momento”.

O INMG mantém as autoridades informadas e recomenda calma à população da Ilha do Fogo e, em particular, de Chã das Caldeiras, que devem seguir as instruções das autoridades de Proteção Civil.