Fenómeno meteorológico assistido na noite de quinta-feira, 5, trata-se “apenas do desenvolvimento normal de um núcleo” perto da zona nordeste da Ilha de Santiago
O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, INMG, esclareceu hoje que o fenómeno meteorológico assistido na noite de quinta-feira, trata-se “apenas do desenvolvimento de um núcleo” perto da zona Nordeste da Ilha de Santiago.
Segundo o meteorologista José Pimenta Lima, o núcleo surgiu e dissipou-se em cerca de duas a três horas, provocando intensa trovoada ao largo de Santiago, acompanhada de relâmpagos de coloração incomum, variando entre azul, violeta e roxo.
“Esse núcleo foi um desenvolvimento no âmbito de uma área de convecção muito intensa que nós tínhamos sobre as Ilhas de Cabo Verde, provocou uma situação de trovoada bastante intensa ao largo da Ilha de Santiago, e foram vistos relâmpagos intensos, em contrapartida as pessoas não tiveram chuva, o que causou estranheza”, explicou.
José Pimenta Lima destacou que a tonalidade dos relâmpagos deve-se à presença de partículas na atmosfera e pela temperatura das descargas elétricas, que influenciam a refração da luz.
Ainda conforte a mesma fonte, durante o dia de quinta-feira foram registadas, em alguns aeroportos e em algumas estações meteorológicas, situações de trovoada, neste caso, os aeroportos do Sal, São Vicente e Cidade da Praia.
“Esta situação vai gradualmente reduzir-se, a partir de hoje vamos ter ainda alguma situação na parte nordeste, noroeste de Cabo Verde, ou seja, as Ilhas de São Nicolau, São Vicente, Santo Antão, principalmente Santo Antão, mas depois vai dissipando”, frisou.



Em são Vicente eu vi com os meus próprios chuva arrelampo e trovoada
A refração dá-se quando se passa do meio ar para a água e vice versa. A reflexão e a difusão dá-se no mesmo meio, assim:
A cor vermelha indica a presença de precipitação na atmosfera.
A cor azul indica a presença de partículas de gelo.
A cor amarela, por sua vez, indica a presença de poeira.
A cor branca é sinal de um ar muito seco.
O raio e o relâmpago podem acontecer longe do local de observação, assim como os fenómenos meteorológicos, gelo dentro da nuvem e precipitação por baixo da nuvem trovoada (cúmulos em torre TCU, cumulonimbos CB e nimbostratus NS), em resposta à grande máquina termodinâmica, produtora de relâmpagos e raios e como consequências essas luzes exóticas descritas.
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