O MpD reagiu hoje ao conteúdo da reportagem da televisão Portuguesa SIC que volta a associar o Partido à extrema-direita, agora em véspera de eleições no que na opinião do vice Presidente do MpD, Fernando Elísio Freire, é uma interferência de forma “clara e grosseira” no processo eleitoral, numa tentativa de influenciar os resultados das eleições de domingo, 18
Em conferência de Imprensa, Elísio Freire começou por recordar que o MpD é um Partido “fundante” da democracia Cabo-verdiana e deixou claro que “não temos lições” a receber “muito menos” do PAICV, um Partido “nacionalista quase xenófobo” que “importa descaradamente” uma reportagem à SIC.
É o PAICV no seu “máximo desespero”, disse. Elísio Freire chega mesmo a acusar o Partido de Janira de ser “cumplice” da SIC nesta reportagem, num processo “muito grave” que evidencia a “degradação política e moral e completa descaraterização” do PAICV, simplesmente pela “ânsia” de se chegar ao poder a “qualquer preço”.
O político refere a “fantasias criadas a partir do estrangeiro, mas alimentadas por forças internas” para de seguida sentenciar que “acusar o MpD de ligações a Partidos da extrema-direita é quase como tentar esvaziar o mar com as próprias mãos, não pega, não cola”, advertiu, enfatizando que os Cabo-verdianos conhecem o MpD e seus dirigentes e ninguém tem ou teve ligações “a mais ténue que seja” ao Chega e que quanto ao caso de nomeação do Cônsul de Cabo Verde na Flórida o assunto já mereceu “amplo debate” inclusive no Parlamento nacional.
O vice- Presidente do MpD sentencia que Cabo Verde é um País “sério” dirigido por Ulisses Correia e Silva, homem “humilde, sério e competente”, personalidade que segundo observou goza de “credibilidade e prestígio” internacional algo que está a “perturbar” o PAICV.


Banco Insular o maior escândalo do corrupção do PAI!
O Ministério Público cabo-verdiano, que havia anunciado a investigação ao caso e a constituição de arguidos, decidiu, entretanto, arquivar o processo, alegando “falta de provas” que indiciem o envolvimento no esquema do gestor português José Vaz Mascarenhas, presidente do Insular, e os administradores cabo-verdianos Sérgio e Fernandes.
O despacho de arquivamento, segundo o A Nação, foi feito ainda em 2012, numa altura em que “curiosamente”, lembra o semanário cabo-verdiano, as autoridades portuguesas estavam a julgar os responsáveis do BPN implicados no escândalo financeiro que envolvia lavagem de dinheiro, troca de favores, fuga o fisco.
O “escândalo” levou a perdas de mais de 700 milhões de euros para o BPN, entretanto ocultadas da entidade supervisora. Para evitar o colapso financeiro, Portugal nacionalizou o BPN e os seus responsáveis foram chamados à pedra num processo que se arrasta até hoje.
Em Cabo Verde, escreve o A Nação, “as medidas de represália” começaram em 2009 com o encerramento da IFI, através de uma portaria do Governo e, posteriormente, com o Banco Central a instaurar um processo de contra-ordenação aos então administradores José Vaz Mascarenhas, Fernandes e Sérgio.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) cabo-verdiana fez saber na altura que tinha elementos para acusar os três gestores, que tinha constituído outros dez arguidos, sem revelar os nomes, e que o processo estaria na fase de instrução.
O Banco Insular foi a primeira IFI a estabelecer-se em Cabo Verde, em 2008, com um capital social inicial de 1,36 milhões de euros. Em 2001 passou a ter o BPN, pertencente à Sociedade Lusa de Negócios (SLN), como proprietário, banco português que viria a ser acusado de ter levado a cabo operações fraudulentas num montante estimado em 700 milhões de euros, 300 deles através do BI.
Em Fevereiro de 2009, o Governo cabo-verdiano revogou a autorização e a licença que permitiam ao BI operar em Cabo Verde, baseando-se no facto de a IFI ter ocultado às autoridades bancárias a natureza e modelo de negócios adoptado na gestão.
Entre 2003 e 2008, a SLN movimentou 9,7 mil milhões de euros através do Insular, conforme revelou uma testemunha durante o julgamento do caso BPN, entidade que controlava o BI.
O inspector tributário Paulo Jorge Silva revelou que durante a investigação ao banco então liderado por José Oliveira e Costa foram apreendidos documentos que permitem concluir que existiam “5.200 registos de forma viciada para (a conta da Solrac) chegar ao final de cada mês sempre no valor zero”.
Todo o financiamento passou pelo balcão virtual do Insular e era oriundo de contas de clientes do BPN Cayman e eram mexidas sem o conhecimento dos seus titulares, num total de 4.157 contas.
Oliveira Costa, fundador do BI e figura próxima, está ser julgado por burla qualificada, branqueamento de capitais, fraude fiscal qualificada e aquisição ilícita de acções.
Outras 14 pessoas ligadas ao universo SLN, como Luís Caprichoso, Ricardo Oliveira e José Vaz, e a empresa Labicer estão também acusadas por crimes económicos graves.
Pra mim, é chover no molhado. Há dias que tenho vindo a denunciar, o que, na minha visão, constitui a mistura mais improvável na política. Usando a linguagem figurativa diria, tratar-se de um efluente de esgoto doméstico para onde conflui: um marxista, comunista e leninista, de nome JMN; um canal de tv, supostamente liberal e livre, a SIC Notícia; um social-democrata oportunista e senil, Pinto Balsemão; a mafia lisbonense e os patrões da maçonaria. Tudo isto, numa mistura tóxica e radioativa para influenciar as eleições e condicionar o voto livre dos cabo-verdianos. Detalhe: Tanto o senil quanto a tv de sua propriedade esqueceram que Cabo Verde não é uma província, distrito ou região autónoma de Portugal. O senhores são vagabundos e JMN e o Paicv são traidores.
Uma queixa crime contra a SIC, o jornal Asemana do PAICV, teria toda a razão de ser.
Tudo dito. Paicv deve começar a pensar nos lenços de papel para 2a de muitas outras derrotas legislativa…
Este ‘expediente’ é uma canalhice do Pinto Balsemão que se junta ao Paicv para trair e amaldiçoar a memória do saudoso Mota Pinto. É um Pinto Balsemão travestido de ‘capitães de abril’, os mesmos que entregaram Cabo Verde ao PAIGC em 1974 e que impediram a realização de eleições livres em 1975 e que levou o País a uma outra ditadura igual á do Salazar. Portanto, é um Pinto Balsemão que se estende do salazarismo ao comunismo retrógado. Enfim, um Pinto Balsemão revolucionário na juventude, liberal na idade adulta e comunista na fase senil.
O nosso Embaixador em Lisboa que faça urgentemente queixa ao regulador da comunicação social contra a SIC. O MpD deve solicitar ao PSD que leve este assunto ao parlamento português. Não podemos tolerar esta intromissão duma Televisão estrangeira nas nossas eleições! O PAICV devia ter vergonha! Depois dizem-se os melhores filhos da pátria. Só se for melhores filhos da P_T_!
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