Isabel dos Santos promete recorrer aos tribunais internacionais

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A empresária Isabel dos Santos afirmou esta segunda-feira, na sequência dos Luanda Leaks, em que é a principal visada, que vai “lutar nos tribunais internacionais” para “repor a verdade”

Isabel dos Santos reiterou, no documento, que os Luanda Leaks, um conjunto de documentos que expõem operações financeiras da empresária, do marido e de entidades e pessoas a si ligadas, se trata de um “ataque político orquestrado” para a “neutralizar”.

A empresária afirmou que sempre trabalhou “dentro da lei” e que todas as suas “transações comerciais foram aprovadas por advogados, bancos, auditores e reguladores”.

Ao longo do comunicado, a empresária faz críticas ao Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação, ICIJ, responsável pelo tratamento e divulgação dos documentos agora conhecidos como ‘Luanda Leaks’, queixando-se de ilegalidades. Para a empresária, o ICIJ esteve “meses e meses” a examinar “supostas ‘provas'”, acusando o consórcio de se basear “em nada mais do que suposições”.

Isabel dos Santos afirma que “em momento algum” o ICIJ tentou sequer provar que os seus esforços comerciais “foram feitos à custa dos Angolanos”. Defendendo que a divulgação dos documentos é uma campanha “puramente política” contra si, Isabel dos Santos afirma que “muitas pessoas estão preocupadas com a capacidade do atual governo Angolano de gerir as prioridades políticas”.

“O meu País, Angola, irá enfrentar reeleições do partido no poder no próximo ano e esta é uma tática de diversão e de tentativa de neutralizar diferentes vozes e outras opiniões políticas”, defende.

Isabel dos Santos apresenta-se como uma “empresária privada que passou 20 anos a construir negócios de sucesso, a criar milhares de empregos e a pagar impostos às autoridades Angolanas”.

“Quem beneficia do crime de obtenção ilegal destes documentos?”, questionou Isabel dos Santos.