Ministra de Estado e da Defesa Nacional garantiu hoje no Parlamento que todo o processo de aquisição, inspeção e operação da aeronave foi conduzido com “diligência, cuidado e cautela”
Reagindo às críticas da Oposição sobre o uso e certificação da aeronave adquirida pelo Governo para funções de vigilância aérea e evacuação médica, Janine Lélis explicou que desde junho de 2024 foi firmado um acordo com a Agência de Aviação Civil, AAC, entidade com experiência acumulada e capacidade técnica para assegurar a supervisão e o registo da aeronavegabilidade do avião.
A Ministra de Estado e da Defesa Nacional garantiu que todo o processo de aquisição, inspeção e operação da aeronave King Air foi conduzido com “diligência, cuidado e cautela”, assegurando que estão reunidas todas as condições de segurança.
Segundo a governante, inspetores e técnicos da AAC receberam formação especializada nos Estados Unidos, no âmbito da implementação desta nova aeronáutica militar adaptada a missões como busca e salvamento.
“A AAC realizou duas inspeções detalhadas à aeronave ainda em território Norte-americano. A primeira ocorreu em 15 de novembro de 2023, aquando da aceitação da aeronave na sua configuração básica, já incluindo o sistema de evacuação médica. A segunda inspeção aconteceu aquando da aceitação final, já com os sistemas integrados de missão, nomeadamente busca e salvamento e vigilância”, disse.
A Ministra esclareceu ainda que os pilotos responsáveis pela operação da aeronave realizaram um percurso de 17 horas de voo, desde os Estados Unidos até Cabo Verde, evidenciando estarem “devidamente qualificados”.
Sublinhou também que o processo de familiarização atualmente em curso serve para ajustar os sistemas da aeronave à realidade dos aeroportos nacionais, e não para treinar dos pilotos, como sugerido pela Oposição.
“A aeronave foi alvo de inspeções rigorosas, os pilotos estão capacitados e tudo foi feito com responsabilidade. Não se começou a pilotar ontem”, frisou.


