Janira Hopffer Almada declarou morte ao PAICV

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Significa isto que o PAICV de Aristides Pereira, Pedro Pires, Aristides Lima, José Maria Neves, da própria JHA e de Rui Semedo foi, oficialmente, declarado morto no dia 21 de janeiro de 2026, um dia após o Dia dos Heróis Nacionais e do aniversário do assassinato de Amílcar Cabral.

Isto é histórico.

E importa sublinhar: não foi Francisco Carvalho, foi Janira Hopffer Almada, no Parlamento, quem assinou politicamente o atestado de óbito do PAICV.

O antigo PAICV está morto. Morto pela própria Janira. O que estamos a criar é um novo partido.

Qualquer observador atento da política caboverdeana sabe interpretar este gesto como uma profunda traição aos históricos e à própria identidade do PAICV.

E convém lembrar: não é a primeira vez que Janira Hopffer Almada (e família) protagoniza actos desta natureza.

Após a derrota do PAICV em 1991, o seu pai tornou-se Deputado Independente na Assembleia Nacional, um acto que Pedro Pires classificou, na altura, como uma profunda traição.

Mais tarde, em 2001, revoltada com a falta de apoio ao seu pai, a própria Janira manteve contactos com dirigentes do MPD e comprometeu-se a apoiar Carlos Veiga nas eleições presidenciais contra o histórico do PAICV, Pedro Pires.

Na política, a traição tem custos.

E não são custos irrisórios. Em 2011, o JMN voltou a negar apoio a seu pai, David Hopffer Almada.

A declaração de morte do PAICV também terá consequências, inevitavelmente.

Morto o PAICV, impõe-se a pergunta central:

quem vai votar no “novo PAICV” no dia 17 de maio de 2026?

Quem vai votar no partido de Janira Hopffer Almada e Francisco Carvalho?

O que está em causa é gravíssimo — não apenas para um partido, mas para a memória política, histórica e simbólica da democracia caboverdeana.

A Janira, sabe-se, sempre viu Francisco Carvalho como uma pessoa fraca, pouco competente e uma figura manipulável ao gosto dela. Ela sempre foi assim.

1 COMENTÁRIO

  1. Torna-se cada dia mais incompreensível como um partido histórico como o PAICV aceita a liderança de Francisco Carvalho. É preocupante e vergonhoso ver juristas e figuras que já ocuparam cargos de relevo no Estado a apoiar alguém cuja postura e falta de noção ultrapassaram todos os limites aceitáveis.Francisco Carvalho demonstra não ter o perfil necessário para o cargo de Primeiro-Ministro. Esta não é apenas uma questão de luta partidária; é a própria credibilidade que Cabo Verde construiu desde 1975 que está em jogo. Onde estão os grandes quadros do PAICV? E onde se escondem os analistas de ocasião que, por puro oportunismo, atacam o Governo apenas para agradar a quem julgam ser o próximo líder?

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