Janira Hopffer Almada e a ternura da velha demagogia

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Tem havido, nos últimos dias, um certo esforço por parte da sra. Janira Hopffer Almada, tentando parecer “diferente” aos olhos dos cabo-verdianos.

Mas as pessoas sentem que, lá no fundo, isso é puro fingimento e que a Janira, seguindo as indicações dos escritórios de propaganda, quer apenas vender banha de cobra aos eleitores.

A imagem é falsa e contraproducente.

E todos sabemos que a presidente do PAICV não está a começar do zero, como pretende transmitir, nervosamente, aos mais distraídos.

Janira Hopffer Almada fez parte, durante cerca de oito anos (equivalente praticamente a dois mandatos), do “Governo” de José Maria Neves, responsável, numa conjuntura internacional favorável, por um triste período de estagnação.

A folha de serviços da presidente do PAICV está, portanto, mais para o negro da entrópica estrela-símbolo do seu partido e os cabo-verdianos não se esquecem, jamais, da peregrina receita de “pastel e canja” então recomendada.

A juventude ficou desamparada com a ausência de respostas da Janira.

O PAICV de José Maria Neves governou, repita-se, numa conjuntura favorável e, mesmo assim, só produziu uma alta taxa de desemprego e um crescimento económico baixo, factos atestados em relatórios de instituições internacionais credíveis.

O Economista Adalberto Silva publicou, neste jornal, uma série de três artigos comparando as políticas sociais e económicas dos dois Governos.

É um texto de leitura obrigatória, e que se recomenda vivamente.

A política social do Governo do MpD é consistente e representa um esforço hercúleo para proteger o povo cabo-verdiano em tempos de crise.

As vacinas da Pfizer e AstraZeneca chegaram ao nosso País e, contra a maldade de uma oposição desesperada, milhares de cabo-verdianos já foram vacinados.

Outros mais sê-lo-ão nas próximas semanas.

Não há dúvidas de que iremos vencer este desafio e construir, a breve trecho, um Cabo Verde mais próspero e resiliente.

Os factos são teimosos”, como gostava de proclamar Lenine, o ditador russo, um dos heróis do PAICV, que ainda hoje usa, internamente, o termo bolchevique “camaradas” para se referir aos seus militantes. Nada mudou.

Ulisses Correia e Silva, em apenas 5 anos, foi capaz de fazer aquilo que o PAICV não conseguiu fazer em longos 15 anos. É uma diferença abismal.

E mais: governou, como todos sabem, num período assaz difícil, excepcional, com três anos de seca severa e a pandemia de Covid-19, cujos efeitos são desastrosos ao nível mundial.

Nas palavras de uma ilustre publicista do além-mar, referindo-se à actual pandemia, estamos perante “…a maior emergência sanitária que o mundo enfrentou desde a gripe espanhola de 1918 e a maior crise global desde a II Guerra Mundial”.

É esta a realidade.

Só o PAICV, com a truculência que lhe é co-natural, não consegue ver os benefícios decorrentes da acção rápida do Governo de Ulisses Correia e Silva.

Leiam os artigos de Adalberto Silva e lá perceberão a dimensão das falsidades propaladas por uma oposição irresponsável.

O povo cabo-verdiano é inteligente, atento, sensato e responsável e irá, por certo, renovar a confiança nesse homem simples, trabalhador e com visão de Estado que governou Cabo Verde nos últimos 5 anos.

A mentira não triunfará.

Ps: fui, na tarde de Sábado passado, violentamente agredido por um energúmeno qualquer, o qual, na falta de argumentos válidos, resolveu usar a violência bruta e técnicas de intimidação de outros tempos; são esses os “melhores filhos da nossa terra”, que uma ditadura vergonhosa e corrupta tentou instalar em Cabo Verde. Mas hoje, ou seja, a partir de 1992, temos um Estado de direito democrático e Tribunais livres e independentes e, ali, com base na Lei, esses esbirros da ditadura saberão o significado preciso de Sociedade Civilizada e das suas regras fundamentais. A mim ninguém me cala. Opus Iustitiae Pax.

1 COMENTÁRIO

  1. Nos tempos conturbados que atravessamos: duas leituras obrigatórias para todos os cidadãos de boa vontade e homens livres desta terra: a) a série de três artigos muito bem fundamentados do Betú. A mesquinhice do Paicv e da JHA é tanta que a “presidenta” já encomendou aos ideólogos do Paicv, artigos-resposta que sairão muito proximamente na sua rede de milícia digital tambarina (Santiago Maganize/Nação/Semana/Notícias do Norte) e companhia. Trata-se da melhor série de ensaios de todos os tempos, escrito por alguém com lucidez acima da média; b) “Democracia Nacional Revolucionária: Livro Projecto Totalitário do Paicv – 1975 -1990. Sobre este segundo, na semana passada, comentava-se amiúde que teve efeitos devastadores no seio da nomenklatura tambarina. Nos círculos tambarinas-estrela-negra, dizia-se que foi dada a nova tarefa ao JVL para reeditar as mentirinhas dele, agora condimentadas com novas estórias de carochinha. JTV a só tempo derrubou toda a tese do Paicv, derrubou as mentiras do JVL e do DHA.

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