Janira Hopffer Almada vai ficar na história de Cabo Verde

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Por amor de Deus!

          

Já não basta o sofrimento que este povo vem passando com o Covid 19, a afronta, o desespero de ficar semanas escondido em casa, as mil incertezas, as crises, o futuro incerto, os tormentos físicos e psicológicos e os golpes quase mortais a nível econômico e social, que o coronavírus de repente nos trouxe?

Acha a senhora Janira que é pouco tudo isto? Entende esta jovem e inexperiente senhora que deveríamos ser castigados muito mais ainda?

Que as infecções se disparassem? Que as mortes se multiplicassem?

Para si, senhora Janira, não conta e não é dolorosa a dor dos nossos irmãos que foram contaminados e que sofreram e ainda sofrem por causa deste assassino vírus?

A senhora não consegue ter respeito ou um pouco mais de tolerância e sentimentos pelos irmãos nossos que o coronavírus mataram, cruel e impiedosamente, no país e na diáspora?

Não lhe faz diferença e não tem um pingo de sentimento pelos familiares, pais, mulheres, crianças, órfãos, irmãos e amigos que os nossos irmãos deixaram?

Desculpe-me a franqueza, ninguém me convencerá que a senhora tenha um coração de bronze, sem um pingo de sentimento? Ao ponto de ter um comportamento estranho no meio desta implacável pandemia? Não, eu não acredito nisso!

Não lhe curva na sua alma todos estes sofrimentos inesperados que a Nação foi obrigada a enfrentar neste momento?

Não lhe curva na sua alma que as pessoas que fazem parte do governo e os médicos, os enfermeiros, os técnicos de saúde, o pessoal da proteção civil, são pessoas de carne e osso como a senhora Janira, que também podem falhar, que também podem não ter todos os meios e recursos para fazer mais e melhor, apesar do muito e bem que já foi feito?

Não lhe curva na sua alma que no meio de uma pandemia, com as suas gravidades e consequências, um momento de excepção, a política devia ser feita também de forma excepcional? Com mais tolerância?

A senhora Janira afirma que se fosse ela a chefe do governo, faria muito melhor. Que tamanha arrogância? Donde veio essa sua superioridade em relação a todos os cabo-verdianos?

O coronavírus veio para rasgar os corações e as vidas da humanidade e, em particular, para rasgar os corações e a vida dos cabo-verdianos.

E o vírus conseguiu rasgar de facto os corações e algumas vidas dos cabo-verdianos. É doloroso isto!

E no meio desse rasgo-maior, que é esta pandemia, esta afronta, estas vidas ceifadas, a senhora, em vez de estar a prestar a sua solidariedade, o seu apoio, a sua luta, o que é que nos vem oferecer?

Desde o início a senhora Janira fingiu no seu apoio. Fingiu que estava com a Nação na luta contra o traiçoeiro inimigo invisível. Fingiu que estava com o Governo da República. Porém, a sua Agenda era outra.

Contudo, em vez de solidariedade, em vez de um apoio expresso e assumido, de apoio à luta sem quartel que o cabo-verdiano enfrentou e enfrenta pela primeira vez na história -uma luta inesperada e difícil- a senhora, paradoxalmente, sempre foi firme na linha do ataque ao Governo da República, quem, com limitadas forças e meios, combatia -de melhor forma que sabia- o inimigo!

Ninguém vai esquecer deste facto, senhora Janira! Que ninguém tenha a mínima dúvida.

Ela vai continuar e tentar criar mais problemas a este país, no que diz respeito aos efeitos da crise econômica e social criados pelo Covid 19. Ela não vai colaborar e vai fazer vida negra ao Governo da República.

Combateu o Governo da República, que devia ser seu governo também, do princípio da pandemia ao momento presente, utilizando várias estratagemas. E vai continuar a fazê-lo! E vai continuar a criar mais problemas. É o feitio dela!

Fica igualmente registado o silêncio cúmplice de alguns dirigentes e militantes do Paicv, os quais sabendo que a postura desta líder prejudica o país e não tiveram a coragem de se manifestar.

Senhora Janira -eu como um simples cabo-verdiano- de uma coisa estou certo, a senhora entrou já para a história da nossa Nação.

Entrou para a história da Nação, não como heroína! Entrou para a história da Nação e conseguiu conquistar uma página negra da história.

Esta mancha negra sua vai ter a expressão inequívoca no facto de, no meio de uma terrível pandemia, a senhora Janira esteve a todo o tempo a atacar o Governo da República de Cabo Verde, atacando-o de diversas formas, apontando-o apenas falhas, acusando-o, como sempre, de ineficiência, de fazer sempre tudo mal, mas, em nenhum momento, estendendo-o a sua expressão de força, de encorajamento e de solidariedade.

Com esta mancha negra sua -como que a primeira mancha negra não bastasse- a mimada e desaforada Janira Hopper Almada vem acrescer e ser a primeira e única dirigente partidária a ter uma atitude inédita em toda a nossa história política!

Numa histórica Sessão da Assembleia Nacional, centro do poder político de Cabo Verde e entidade que aprovou o programa do Governo da IX legislatura, na presença do Presidente da Assembleia Nacional, do Primeiro-ministro da República de Cabo Verde, dos deputados da Nação, e em directo para o país e o mundo, a mimada Janira Hopffer Almada teve a ousadia e o desrespeito de rasgar o programa do Governo, que foi aprovado pela Assembleia Nacional e sufragado nas urnas pelo povo de Cabo Verde.

A Janira Hopffer Almada não rasgou apenas as folhas simbólicas do programa de um Governo legítimo, ela rasgou, com sorrisos e expressa vontade, a voz do povo de Cabo Verde, que foi expresssa no dia 20 de Março de 2016.

1 COMENTÁRIO

  1. Absolutamente de acordo com o Maika. É preciso não dar tréguas a atitudes de vândalos políticos e chamar os bois pelos nomes. Já não há dúvidas algumas, de onde partem as ordens para os bandidos da Capital rasgar e depredar a propaganda política autorizada do MpD, durante as campanhas eleitorais. Não bastasse o vexame e quebra de decorro parlamentar da presidenta do Paicv, eis que é a própria máquina de propaganda do Paicv, nomeadamente o seu Gabinete de Ódio e sua unidade de elite a Milícia Digital do partido a divulgar este acto inglório, para converter uma selvageria em acto de heroísmo. O Paicv fiel à sua doutrina, faz uso de mensagens e truques sexistas e sectárias em como a Janira mostrou músculos perante os “homens do MpD”. A ignorância não parece conhecer limites no habitat tambarina. Quando você, eleitor e e pagador de impostos, o contribuinte, que paga o salário dos deputados para fazer a defesa do interesse público, pensa que viu e ouviu tudo, ainda é possível se surpreender com a vilania dos atuais líderes tambarinas. Deveria a mesa da Assembleia Nacional, em nome do povo, punir a Janira, cortar o salário da Janira correspondente a um dia de trabalho, neste fatídico 31 de julho de 2020. Não se espera que a Janira devolva aos contribuintes um dia de “destrabalho”, pelo que cabe à Mesa da Assembleia Nacional deliberar, em respeito aos desempregados, aos trabalhadores precários e informais, aos que perderam emprego durante a pandemia da COVID-19, aos moradores de rua a devolução de um dia de salário ao erário público. Janira tem de ser forçada a entregar um dia do seu salário pela afronta aos nossos impostos. Mal-educada, ela pensa que o salário de deputado que aufere é graças ao esforço pessoal dela ou então uma herança do papai. Não, não é herança do papaizinho, não é esforço pessoal. É esforço colectivo nosso. Não merece merece o nosso respeito. Entrega o dinheiro nosso, Janira! Mas nessas coisas também o silêncio conta e muito. Para António Monteiro, a atitude de Janira está dentro dos padrões e conceitos da democracia cristã, e, portanto, perfeitamente normal e exemplo para as nossas crianças, jovens e adolescentes. Abra a boca e condena a Janira, ou tem medo, António Monteiro. Num movimento de autoelogio macabro e num gesto truculento de total vilania, resolve ainda o Paicv, comparar a quebra de decorro parlamentar da Janira à atitude da Speaker da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América Nancy Pelosi, que também rasgou o discurso do mandatário da Casa Branca durante o discurso do Estado da União de 2019. Antes de mais, é necessário ser-se muito idiota para comparar Nancy Pelosi com essa insignificância que atende pelo nome de Janira. Portanto, uma ofensa para os americanos; em segundo lugar, Nancy Pelosi sentiu-se ofendida com a atitude do Presidente Trump durante o Estado da União, depois de, num ato também reprovável, este se recusar a cumprimentar a Speaker Pelosi, isto até no decurso de intensos debates e da polarização política na sociedade americana na sequência do processo de impeachment de Trump. Pelosi esticou a mão para saudar o Presidente Americano e este a deixou de mãos ao ar. A comparação não cabe tanto mais que, embora os discursos dos presidentes americanos merecem destaques na Livraria do Congresso Americano, por esta razão outra cópia foi ali colocada, nada se compara ao rasgar folhas do documento que é o Programa de Governo de uma legislatura, ao vivo perante as câmaras da TV. Mais, a loucura e insensatez da Janira não fez desaparecer o Programa do Governo que será executado até o último dia dessa legislatura, com implicações inclusive na vida pessoal da própria Janira. A atitude da Janira fez lembrar aquele doente mental que procura combater o calor ardente, atirando pedradas ao Sol. A verdade é que o Sol existe e existirá, independente da vontade do sujeito, tal como o rasgar de folhas do Programa do Governo, em nada impeça a sua validade como documento oficial do Estado de Cabo Verde, ou aquele condenado que rasga a sentença do juiz.

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